quinta, 19 de julho de 2018

SEGURANÇA

PM terá, além da 'Tropa de Elite', os batalhões de trânsito e o de guardas

17 DEZ 2010Por EVELYN SOUZA16h:15

Além da criação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) - grupo que ficou conhecido depois do filme Tropa de Elite I e II -, a PM contará com mais dois batalhões: as atuais Companhia de Policiamento de Trânsito (Ciptran) e a Companhia de Guardas passam a condição de batalhões em 2011, segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos.

Além disso, segundo o coronel em entrevista ao Portal Correio do Estado, haverá aumento no efetivo para o próximo ano com a mudança da sigla que representa a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) para a nomenclatura de Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Ele disse ainda que não é possível dizer o número de vagas, mas que conta com o apoio do governador do Estado, André Puccineli. A mudança na estrutura administrativa será encaminhada para Assembleia Legislativa.

O coronel também falou sobre uma certa rejeição da população do Estado em relação à mudança. “ Muitos assistiram ao filme Tropa de Elite e acham que é só no Rio de Janeiro que existe o Bope, acham que é apenas uma cópia”. Ele ressaltou a importância da mudança para todo o Estado, já que com o aumento do efetivo, mais concursos públicos serão gerados e em conseqüência disso, os policiais estarão cada vez mais preparados para as operações.

Pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que pelo menos a metade da população brasileira se sentem inseguros em suas cidades. Usando a notícia como exemplo, o comandante geral da Polícia Militar diz que a única coisa que se pode esperar com essa mudança é a qualidade de serviço. “ Teremos preparação suficiente para conter a criminalidade e o tráfico nas rodovias do Estado, agir nos casos de reintegração de posse, lutar contra a violência contra os povos indígenas e principalmente, combater o tráfico nas fronteiras”.

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