segunda, 16 de julho de 2018

VIOLÊNCIA

PM alega que só policiamento não reduz o número de assassinatos

20 OUT 2010Por 04h:15

A Polícia Militar justificou que somente o policiamento preventivo não reduz o número de assassinatos, já que a maioria dos homicídios dolosos – quando há intenção de matar – praticados em Campo Grande tem o envolvimento de pessoas com antecedentes criminais, normalmente, pela prática de tráfico de drogas, roubos e furtos. Sendo assim, acredita-se que as mortes tenham sido encomendadas por desafetos, o que dificulta a prevenção dos crimes.
Questionado sobre o aumento de 50% nos assassinatos cometidos na Capital neste ano, o assessor de comunicação da PM, tenente-coronel Nelson Antônio da Silva, explicou que a maioria das pessoas mortas tinha passagens pela polícia e, em razão disso, não é descartada a possibilidade de terem sido vítimas de acerto de contas entre gangues ou crime encomendado, também conhecido como pistolagem.
“Temos dificuldades na prevenção desse tipo de crime porque é feito de forma oculta. É diferente de um caso de violência doméstica que tem briga e os vizinhos acionam a polícia”, comparou o tenente-coronel, exemplificando que casos de latrocínio – morte seguida de roubo –, que envolvem cidadão de bem, não foram registrados no último trimestre em Campo Grande.
Ainda conforme a Polícia Militar, a maioria das vítimas de homicídios praticados na Capital são adolescentes ou têm menos de 24 anos. “São extremamente jovens”, ressaltou

População
De acordo com o tenente-coronel, a população pode contribuir com o trabalho da polícia na tentativa de conter o aumento no índice de assassinatos. Por meio do telefone 190, o cidadão pode informar para a polícia sobre o paradeiro de homicidas, pessoas que portam armas de fogo, foragidos da Justiça e denunciar pontos de vendas de drogas, já que o tráfico é o responsável pelo aumento de furtos, roubos e homicídios.
O assessor Nelson explicou que a Polícia Militar tem intensificado atuação com relação a apreensão de armas e cumprimento de mandado de prisão, com a finalidade de mudar a realidade apontada pelas estatísticas.

Números
Balanço parcial da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) registrou aumento de 22 assassinatos no segundo trimestre deste ano para 33 nos últimos três meses, o que representa acréscimo de 50%. Se comparado com o mesmo período do ano passado, os índices apontam queda de 23,6% no número de mortes, passando de 38 para 29. Já Mato Grosso do Sul computou aumento de 12% de mortes em geral. Em abril, maio e junho foram 221 contra 248 ocorrências nos três meses seguintes. (VS)

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