quinta, 19 de julho de 2018

CONTRA O CÂNCER

Plantas regionais podem ser usadas

25 DEZ 2010Por DA REDAÇÃO11h:28

Medicamentos de origem natural representam grande oportunidade na busca de novas moléculas ou novo fitoterápico para tratamento ou cura de doenças. Pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados têm realizado estudos com um gênero de plantas com várias espécies abundantes no cerrado, as Annonas, que englobam uma grande variedade de espécies frutíferas, conhecidas popularmente como araticum-do-cerrado ou marolo.

Equipe multidisciplinar formada pela farmacologista Candida Aparecida Leite Kassuya, a engenheira agrônoma Maria do Carmo Vieira, a química Anelise Samara Nazari Formagio e a toxicologista Arielle Cristina Arena, da UFGD, realiza pesquisas com as Annonas, por serem atrativas do ponto de vista científico. Elas afirmam que algumas espécies, como a graviola (A. muricata), demonstram a presença de componentes ativos para potencial tratamento de doenças.         

A professora Cândida explica que a graviola apresenta atividade citotóxica (que é tóxico à célula ou impede o crescimento do tecido celular) sobre células tumorais de diversos tipos de câncer, demonstrando um efeito citotóxico dez mil vezes maior que a Adriamicina (agente antitumoral). “Como estamos estudando plantas do mesmo gênero da graviola, existe grande possibilidade de termos compostos com similar atividade biológica. Dentre essa plantas estão, por exemplo, o araticum-do-cerrado (A. crassiflora Mart.) e o marolo (A. coriácea). Os frutos do araticum são consumidos ‘in natura’ ou preparados para consumo regional como geleia, suco ou sorvete. O óleo das sementes é utilizado popularmente para tratar infecções enquanto a infusão de folhas ou sementes é utilizada para diarreia crônica, como cicatrizante de feridas, tratamento de doenças venéreas, acidentes com cobras e também como antirreumática”, explica.

Na tentativa de comprovar a eficácia das espécies, estão sendo desenvolvidos trabalhos utilizando animais de laboratório, necessários para o sucesso da pesquisa. “Até o momento, já se tem resultados preliminares que comprovam a possível atividade antiinflamatória, analgésica, antidiabética e antiartríticas do extrato e frações do araticum”.

Para comprovar a segurança, são realizados testes toxicológicos que comprovam que o araticum não apresenta toxicidade até uma determinada dose. Entretanto, a professora Cândida afirma que são necessários mais estudos para garantir total segurança no uso desta planta.O trabalho é financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e pela UFGD. Além dos professores, a equipe é constituída por mestrandos e alunos de iniciação científica da UFGD.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (67) 3410-2320. 

 Fonte: Governo do Estado

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