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agricultura

Planejamento da safra deve ser plurianual

28 MAI 2011Por DA REDAÇÃO00h:01

O governo federal começa a se organizar para minimizar os efeitos dos altos e baixos dos preços agrícolas para os produtores rurais.

O novo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, chega ao posto com o desafio de planejar não apenas a safra seguinte, mas também duas ou três temporadas à frente.

Segundo Vaz, o objetivo é diminuir o caráter intervencionista das medidas do ministério -adotadas em reação a circunstâncias de mercado- e formular um planejamento estratégico que possa evitar problemas futuros.

Caso não ocorram problemas climáticos, Vaz acredita na manutenção de boas margens e volumes de produção na safra 2011/12.

"Mas é preciso se preparar para alguma retenção de renda que possa acontecer em três ou quatro anos."

Para o analista José Pitoli, "os planos de safras plurianuais são uma reivindicação antiga do setor".

Segundo ele, além de contemplar os recursos para plantio, preço mínimo e comercialização, esse plano de preparação de safra para três a quatro anos deveria conter uma avaliação de mercado.

Essa avaliação deveria ser feita por uma equipe especializada do governo que buscasse cenários de demandas interna e externa. Com essas informações, o governo estimularia as culturas cujas demandas fossem aquecidas.

Se de um lado o governo deve acentuar o planejamento, de outro é necessário reduzir a dependência financeira que o produtor tem das instituições oficiais.

Essa capitalização deve vir por meio de programas de renda. Aos poucos, no entanto, o próprio produtor deveria realocar dinheiro próprio para financiar a produção, em vez de apenas aumentar a compra de terras e de bens não relacionados à produção agrícola, diz Pitoli.

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