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Piscina onde menino teve braço sugado por ralo e morreu é reaberta

5 JAN 14 - 15h:44G1

A piscina onde o garoto Kauã Davi de Jesus Santos, de 7 anos, teve o braço sugado por um ralo e morreu após ficar cerca de dez minutos debaixo da água, já foi reaberta. A informação foi divulgada pela síndica do condomínio Residencial Privé das Thermas I, em Caldas Novas, no sul de Goiás, onde aconteceu o incidente, na última quarta-feira (1º). Segundo a mulher, que não quis gravar entrevista, o Corpo de Bombeiros autorizou o funcionamento da piscina após constatar que o a placa do ralo que estava solta foi fixada.

Kauã morreu após ficar três dias internado em um hospital de Brasília, onde mora com a família. Ele estava na cidade turística goiana para passar as virada de ano com parentes. O menino será enterrado neste domingo (5) na capital federal.

Após a morte, a Polícia Civil de Caldas Novas, passou a tratar o crime como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Antes, o caso era apurado como lesão corporal culposa. Com a mudança, quem for considerado responsável pelo óbito pode pegar de um a três anos de prisão caso seja condenado.

O delegado Alexandre Câmara, responsável pela investigação, disse que deve ouvir cerca de 20 pessoas até concluir o inquérito. A previsão é que o caso seja remetido ao judiciário em 30 dias.

“Já foi feito perícia no local, já foram ouvidos a síndica do condomínio, alguns servidores e vamos ouvir outras pessoas que trabalham no condomínio. Também ouvimos alguns hóspedes, e algumas pessoas que estavam dentro da piscina. O trabalho continua nesse sentido para a apuração total e completa da dinâmica do acidente”, explica Alexandre.

Afogamento
O acidente aconteceu na quarta-feira (1º), no condomínio Residencial Privé das Thermas I, em Caldas Novas. Resgatado pelo Corpo de Bombeiros, o menino foi transferido de helicóptero para a unidade de saúde do Distrito Federal, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo boletim médico, após várias tentativas de reanimação, a criança teve falência múltipla de órgãos por volta das 5 horas de sábado (4).

Kauã morava em Brasília e estava no condomínio com a família para passar o feriado de Ano Novo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o cano onde o menino ficou preso tem um sistema que suga a água e a devolve para a piscina através de uma cascata. Os socorristas acreditam que o garoto ficou mais de dez minutos embaixo da água.

Testemunha do acidente, a pedagoga Nathália Morais conta que o ralo que puxou Kauã estava com uma parte quebrada. Ainda assustada, a mulher se recorda do resgate: "Uns seis homens tentavam puxar o braço dele, inclusive um irmão, mas o braço não saía, porque a força era muito grande. Gritavam para desligar [o motor], mas demoraram muito".

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