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PIB da maioria dos municípios de MS registra crescimento

13 AGO 10 - 06h:58
Clodoaldo Silva, De Brasília

Em Mato Grosso do Sul, 88,5% dos 78 municípios tiveram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os anos de 1996 e 2007, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) divulgado ontem, em Brasília, que faz parte do comunicado Desigualdade da Renda no Território Brasileiro. Por ano, em média, o PIB per capita nos municípios sul-mato-grossenses cresceu 2,21%, porém houve aumento das desigualdades entre estas localidades e nove localidades enfrentaram retração econômica.
O estudo apontou que 14 municípios cresceram mais de 100%, sendo que o campeão foi de Chapadão do Sul, com um salto de 183,11%. Em segundo aparece Corumbá, localizado em outra extremidade do Estado, com 176,08%, e em terceiro aparece Anastácio, com 169,45%.
Os maiores municípios tiveram crescimento do PIB medianos. Campo Grande teve sua riqueza aumentada em 29,92%; Três Lagoas, em 77,99%; Dourados, 84,22%; Ponta Porã, 57,49% e Maracaju, 115,79%.
Outro detalhamento do levantamento técnico é que nove localidades cresceram entre 40% e 50%, sendo uma delas Bodoquena, com 49,87%. No percentual de 51% a 60% foram sete cidades (o PIB de Aquidauana cresceu 58,23%), entre 70% e 80%, outras sete (Ribas do Rio Pardo teve sua riqueza ampliada em 79,28%). Seis localidades tiveram o PIB incrementado entre 80% e 90% (Miranda, 88,65%); seis entre 31% e 40% (Exemplo é Bonito, com 35,12%), e outras seis entre 0% e 10% (este é o caso de Itaquirai, com 0,68% e Camapuã, com 9,92%).
Enquanto a maioria dos municípios teve crescimento do PIB, nove localidades sul-mato-grossenses perderam riquezas, segundo o Ipea. O município de Nioaque teve retração de 0,64% entre 1996 e 2007, contra um incremento de 102,11% entre os anos de 1975 a 1985. Anaurilândia é outro exemplo, com -2,14% entre 96 e 2007, e crescimento de 61,5% nos anos 70 e 80. No caso do município de Brasilândia, a situação foi mais grave. Entre os anos de 75 e 85, o incremento da riqueza foi de 1.194,37%, para uma retração de -29,8% entre 96 e 2007.
Ladário também registrou retração entre 1996 e 2007 de -3,18%; Jateí, de -9,23%; Selvíria, de 13,69%; Angélica, de -14,57; Inocência, de -19,49%, e na lanterna, com o pior desempenho econômico, aparece Novo Horizonte do Sul, com redução de 43,45% de suas riquezas.
O levantamento sobre o PIB dos municípios de Mato Grosso do Sul faz parte do comunicado sobre Desigualdade da Renda no Território Brasileiro, elaborado pelo Ipea, que analisou o PIB de todas as cidades do país. Após apresentação do estudo, o  presidente do Ipea, Marcio Pochmann, afirmou que “a riqueza no país segue concentrada em pouco municípios”.

Desigualdade
A desigualdade de renda entre os municípios só aumentou entre 1996 e 2007 em Mato Grosso Sul (1,9%) e no Espírito Santo (3,7%), segundo levantamento do Ipea. Nos demais estados, houve queda no grau de desigualdade entre os PIBs municipais, que são calculados utilizando-se o índice de Gini (que mede a desigualdade de renda. Quanto mais próximo de um, maior a desigualdade).
No Estado, o índice subiu de 0,66 para 0,68, mas, mesmo assim, Mato Grosso do Sul continua entre os líderes de igualdade, superado apenas por Tocantins (índice Gini de 0,67 em 2007); Acre (0,65) e Rondônia, com 0,62.   
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