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guido mantega

PIB brasileiro cresceu cerca de 4% no 1º tri

16 ABR 2011Por ESTADÃO08h:36

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu "quatro, quatro e pouco por cento" em bases anualizadas no primeiro trimestre de 2011, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"A economia já está desacelerando. No primeiro trimestre, eu acredito que será algo como quatro, quatro e pouco por cento anualizado. Significa que (a economia) já se ajustou a um ritmo de crescimento adequado, que é aquele que nós pretendemos alcançar ao longo do ano", disse Mantega a jornalistas.

A declaração vem dias antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide na próxima quarta-feira o rumo da Selic, hoje em 11,75%. A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters é de uma nova alta de 0,25 ou 0,5 ponto porcentual.

Segundo o ministro, o preço da gasolina não vai subir no Brasil este mês, mas o assunto pode ser revisto, caso persistam os aumentos do petróleo no mercado internacional.

Saindo de um reunião com representantes de membros do G-20, na qual foram discutidos mecanismos para corrigir desequilíbrios globais, Mantega afirmou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que vai ficar com déficit nominal abaixo de 2% em 2011.

O G-20 entrou em acordo nesta sexta-feira sobre uma maneira de mensurar riscos potenciais à economia global provocados por políticas econômicas nacionais, como parte de um plano para evitar nova crise econômica global como a observada em 2007-2009.

Mantega disse ter proposto no encontro a homegeinização do sistema cambial, de modo que todos passassem a adotar o câmbio flutuante.

"É claro que não precisa ser puro. Você pode estabelecer limites de flutuação diária. Provavelmente, teria que tomar menos medidas de controle de capitais."

A proposta implicaria que a China também teria que adotar o câmbio flutuante. De acordo com Mantega, os representantes chineses não esboçaram uma reação negativa à proposta, o que ele considerou positivo.

Outra proposta brasileira ao G20 foi a adoção de mais medidas macroprudenciais para combater o excesso de liquidez.

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