Quarta, 20 de Junho de 2018

PF pode chegar a outros casos de extorsão

3 FEV 2010Por 07h:36
A prisão em flagrante do motorista da Receita Federal Antônio Marcos Passos, ocorrida na manhã do último sábado, em Dourados, acusado de extorquir um empresário do ramo de lubrificantes, poderá levar a Polícia Federal a descobrir outros casos semelhantes em Dourados. Passos foi flagrado com R$ 12 mil, dinheiro que acabara de receber do empresário, dono da empresa Douralub, localizada na Avenida Hayel Bon Faker na região do Jardim Água Boa. A prisão aconteceu em frente de um escritório de contabilidade na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade. Também foram detidos um dos sócios do escritório, o contabilista Raimundo Domício e um policial federal (que não teve o nome revelado). Se passando por fiscal da receita, Passos simulou junto com o agente federal uma fiscalização na Douralub, em conluio com Domício, cujo escritório é responsável pela contabilidade da empresa. Para não denunciarem o empresário por supostas irregularidades na documentação das mercadorias que estavam no estoque o falso fiscal e o policial federal, com a intermediação feita por Domício, exigiram R$ 50 mil de suborno. As negociações avançaram e o trio aceitou receber R$ 12 mil. O empresário concordou em pagar, mas denunciou o caso à Polícia Federal, que foi ao local combinado para o pagamento e fez o flagrante contra Passos, que ainda permanece preso. Domício e o policial federal foram ouvidos em depoimentos, passaram a noite da delegacia, mas foram liberados no domingo. Além da investigação criminal, os dois servidores federais vão responder a processos administrativos e poderão até perder seus empregos. Já Raimundo Domício, caso seja declarado culpado pela justiça, também poderá sofrer processo disciplinar por parte do Conselho Regional de Contabilidade (CRC). O delegado da Pol ícia Federal Bráulio César Galloni, responsável pelas investigações, não descartou a possibilidade de que outros empresários possam ter sido vítimas de extorsão semelhante a que culminou com a prisão de Passos, mas disse que até ontem nenhuma nova denúncia foi feita. “Ainda não chegaram denúncias de outros empresários, mas esperamos que isso ocorra, caso haja outras eventuais vítimas”, afirmou Galloni.

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