segunda, 16 de julho de 2018

OPERAÇÃO URAGANO

PF coloca candidatos no olho do "furacão"

20 SET 2010Por 19h:43

Fernanda Brigatti

A Operação Uragano colocou no olho do “furacão” cinco candidatos a deputado estadual e deputado federal, além de suplente de senador. Denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE), eles são suspeitos de envolvimento com um esquema de corrupção na Prefeitura de Dourados desmontado no início do mês pela Polícia Federal.
Ademir Osiro (DEM), candidato a deputado federal,  Dirceu Longhi (PT), Marcelo Barros (DEM), Sidlei Alves (DEM) e Aurélio Bonatto (PDT), todos candidatos a deputado estadual, constam na lista de 60 pessoas denunciadas em consequência da Operação Uragano.
Alguns deles foram filmados pelo jornalista Eleandro Passaia recebendo dinheiro da propina da Prefeitura de Dourados. Passaia era o secretário de Governo, braço-direito de Ari Artuzi, e colaborou com a Polícia Federal para desmontar o esquema de corrupção na prefeitura.
Além dos cinco candidatos a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, a operação também atingiu Gino Ferreira (DEM), suplente na chapa de Waldemir Moka (PMDB) ao Senado Federal.
Esses candidatos não só tiveram suas imagens e campanhas manchadas na segunda metade do período eleitoral, mas ainda correm o risco de perder suas filiações. Os presidentes dos diretórios estaduais do DEM e do PDT já avisaram: os envolvidos serão investigados e podem ser expulsos. Se isto acontecer, nenhum deles poderá concorrer às eleições. Moka, por exemplo, terá de buscar outro suplente para substituir Gino Ferreira e os partidos escolherem outros nomes para os cargos proporcionais.
Sidlei Alves era presidente da Câmara de Dourados e ainda está preso. Portanto, teve de interromper abruptamente a sua campanha de deputado estadual. No inquérito encaminhado pela Polícia Federal ao MPE, o vereador é apontado como “voraz” na prática de desvio de recursos públicos. Aurélio Bonatto e Marcelo Barros também foram presos no dia 1º de setembro, quando a operação foi deflagrada. Eles permaneceram presos por cinco dias, duração da prisão temporária. Sidlei continua na cadeia, pois teve sua prisão preventiva decretada.
Ademir Osiro, candidato à Câmara dos Deputados, foi diretor-presidente da Agência Estadual de Metrologia (AEM) e da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems). Ele foi denunciado, pois seria o proprietário da empresa GWA Transportes, que teria envolvimento no esquema de desvio de recursos na Prefeitura de Dourados.

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