Sábado, 16 de Dezembro de 2017

voluntária

Petrobras pagará até
R$ 600 mil por demissão

23 JAN 2014Por tribunadonorte09h:15

As indenizações previstas no Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) da Petrobras podem ultrapassar a casa de R$ 600 mil. De acordo com a estatal, parte dos funcionários terá direito a um bônus variável e adicional em função do cargo ocupado e do período de transição previsto até o desligamento. A estimativa é que 8 mil funcionários aceitem as condições do programa. As indenizações partem de R$ 180 mil, segundo a companhia, e os valores são calculados a partir de cinco categorias de cargos e funções, definidos pela estatal. Em nota, a empresa informou que os critérios foram definidos a partir das “necessidades da empresa de passagem do conhecimento, sucessão gerencial e continuidade operacional”.

As categorias são identificadas de A a E, e as respectivas indenizações serão compostas de adicionais fixos ou variáveis, além de vantagens corporativas. Na escala de classificações, categoria A é definida como funcionários de Alta Complexidade e Alta Importância, e incluem os altos executivos da empresa. Eles serão beneficiados com bônus de 0,25% sobre a remuneração mensal entre o sétimo e o 24º mês após a adesão.

Além da categoria A, também receberão o mesmo bônus os trabalhadores da categoria B, referentes aos cargos de Baixa Complexidade e Alta Importância, de acordo com os critérios da empresa. Eles terão direito ao valor adicional por até 12 meses. Já para os funcionários da categoria E, de continuidade operacional, o valor do bônus é de 0,15% por até 36 meses.

A adesão ao plano será feita entre 11 de fevereiro e 31 de março. Podem participar trabalhadores a partir de 55 anos ou que estejam aposentados pelo INSS. A classificação entre os funcionários e a oferta dos bônus foi criticada pelos sindicalistas ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Eles acham que o plano vem num momento em que a estatal enfrenta problema em função do reduzido quadro de servidores.

Em Davos, na Suiça, a presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse ontem que a companhia vai dobrar a produção até 2020 e triplicar até 2035, chegando à produção de 6 milhões de barris por dia. O plano de demissão voluntária e as previsões sobre aumento da produção de petróleo elevaram o valor das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo, puxando para cima o Ibovespa, que fechou em alta de 1,56%.

O Brasil deve se tornar o sexto maior produtor de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, dos Estados Unidos, da Rússia, do Iraque e Canadá. Ela lembrou que 68 empresas privadas também participam da exploração do petróleo no Brasil, citando entre elas Chevron, BP, BG e Total.

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