Terça, 12 de Dezembro de 2017

durante sessão

Petista provoca Barbosa com gesto característico de mensaleiros

3 FEV 2014Por R719h:26

Durante a sessão solene de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional, nesta segunda-feira (3), o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), aproveitou os momentos em que esteve ao lado do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, para protestar contras as prisões dos condenados no processo do mensalão.

Por mais de uma vez, Vargas levantou o braço com o punho fechado, repetindo o gesto feito pelo ex-ministro José Dirceu e pelo ex-deputado José Genoino no momento das prisões na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Um dos momentos flagrados pelos fotógrafos foi quando Barbosa deixou a mesa no plenário da Câmara para ir ao banheiro, antes de ler a mensagem do Judiciário ao Congresso.

Vargas admitiu que o sinal é usado entre os petistas como forma de protesto pelo o que eles consideram um julgamento injusto. O vice-presidente da Câmara afirmou que respeita Barbosa, mas se sente à vontade para fazer a manifestação.

— O ministro, presidente do Supremo, está em nossa Casa. Ele é um visitante, tem o nosso respeito, mas nós estamos bastante à vontade para cumprimentar do jeito que a gente achar que deve.

Vargas disse ainda que o comportamento de Barbosa em relação ao julgamento do mensalão é “sádico”. O deputado criticou a postura do presidente do STF ao viajar de férias antes de resolver a situação do deputado condenado João Paulo Cunha (PT-SP).

— Na verdade assim parece que ele está se comportando de forma sádica. Deu negativa dos recursos do João Paulo, esperava-se que ele decretasse a prisão. E ele não deu. Saiu de férias e ainda de lá das férias criticou os ministros que não fizeram. Age de forma perversa ao se comportar dessa forma.

Selfie

Ainda durante a sessão solene, André Vargas confessou que tirou várias fotos dele mesmo ao lado de Barbosa, os chamados “selfies”.

Ele mostrou algumas imagens para os jornalistas e se justificou, dizendo que o próprio ministro também estava usando o celular durante a solenidade.

— Ele também estava mexendo no celular. Estavam os dois mexendo no celular. Estávamos que nem os adolescentes que ficam conversando por Whatsapp [aplicativo de mensagem instantânea]. Não era com ele. Eu não tenho o celular do Joaquim Barbosa. A foto é padrão, eu estou mexendo no celular e ele também.

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