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Pessoal e intransferível

3 MAI 10 - 23h:59
Carla Neves, PopTV

“Quanto mais olhos veem, mais eles podem enxergar”. Pela chamada de “A liga”, que a Band estreia na próxima quarta-feira, dia 4, às 21h, já se pode ter ideia do que se trata o programa. Versão brasileira de “La liga”, da produtora argentina Cuatro Cabezas – a mesma do “CQC” –, a produção tem como objetivo mostrar visões diferentes a respeito de um mesmo tema.

 Para defender tão distintos pontos de vista, o programa contará com quatro figuras de tribos distintas umas das outras: o comediante Rafinha Bastos, que continuará integrando a trupe do “CQC”, a jornalista Débora Vilalba, a atriz Rosane Mulholland e o rapper Thaíde. “Em cada episódio do programa, é feita uma pesquisa sobre um tema e cada um dos quatro o vive em 1ª pessoa de uma forma diferente”, explica Diego Barredo, diretor da Cuatro Cabezas, acrescentando que, às vezes, “A liga” também contará com participações especiais, como a da atriz Tainá Müller.

Constituído por quatro blocos, o programa terá formato jornalístico. Porém, ao contrário dos programas de Jornalismo convencionais – que, muitas vezes, primam pela imparcialidade –, ele terá um caráter mais subjetivo e vivencial. “O que queremos com o programa é vivenciar determinada experiência para poder contá-la da melhor maneira possível”, defende Rafinha Bastos, que chegou a dormir na rua e pedir esmola no episódio de “A liga” sobre moradores de rua. “Passei 24 horas com eles e criei vínculos bem legais. Descobri que muita gente mora na rua por problemas psicológicos e até mesmo porque brigou com a mulher”, conta, surpreso.

Assim como Rafinha, a atriz Rosane Mulholland pôde vivenciar situações inimagináveis por ela antes de participar do programa. Aliás, foi a possibilidade de viver rotinas distintas da sua o que mais atraiu a atriz para fazer “A liga”.

 “É como se fosse um laboratório que a gente faz para interpretar um personagem”, compara ela, que, por causa do programa, acompanhou uma necropsia no episódio sobre morte e se comoveu com o sofrimento de uma pobre mãe que não tinha dinheiro para dar o que comer aos filhos no episódio sobre alimentação. “Outra coisa que me marcou muito foi, durante o episódio sobre trabalhos estranhos, entrar em um esgoto para acompanhar o trabalho dos desentupidores de fossa”, acrescenta.

Quem também se encantou e se encanta com a experiência de “A liga” é a jornalista Débora Vilalba. “Me divirto muito gravando os episódios do programa”, admite. Para ela, no entanto, o mais interessante da produção é essa investigação subjetiva da realidade. É saber que cada um vai dar um enfoque diferente e extremamente pessoal a um mesmo assunto. “E como o microfone nos acompanha 24 horas, tudo é gravado, o estresse, a tensão...”, explica ela, que, por causa do programa, dormiu em um hospício, passou a noite em uma penitenciária masculina, “fez ponto” junto a prostitutas e ficou 24 horas em uma casa onde moram 20 travestis.

Dos 25 episódios gravados até agora, “A liga” já conta com os temas morte, trabalhos estranhos, alimentação e mudanças climáticas, entre outros. Todos eles, é claro, retratados de forma completamente distinta por cada um dos quatro “repórteres”. O objetivo, obviamente, é mostrar as variações, opiniões e contradições que giram em torno de um mesmo tema.
Afinal, cada um dos participantes da produção vive o fato profunda e subjetivamente. “Eles sentem na pele a realidade de cada tema escolhido. Por isso o programa é um jornalístico vivencial”, justifica Diego Barredo.
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