Pesquisas apontam redução no número de homicídios no Estado

Pesquisas apontam redução no número de homicídios no Estado
30/03/2010 23:22 -


Em dez anos, o número de homicídios registrado em Mato Grosso do Sul caiu 4,9%, conforme mostra o Mapa da Violência no Brasil, divulgado ontem, em São Paulo, pelo Instituto Sangari. O relatório mostra, também que, apesar da diminuição, as mortes violentas de jovens com até 19 anos aumentaram significativamente – 31,6%.

O estudo apresenta a evolução do Estado no ranking das unidades da federação com mais homicídios registrados em cada grupo de 100 mil habitantes. Em 1997, Mato Grosso do Sul ocupava a 4ª posição, com 37,4 homicídios para cada 100 mil habitantes, enquanto os dados de 2007 colocaram o Estado em 8º lugar, com 30 mortes. O quadro dos estados, elaborado pela Organização Não Governamental ligada ao setor de educação, leva em conta dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde.

Jovens
Apesar da evolução do Estado no ranking, um dado mostrado pelo relatório aponta para o aumento do envolvimento de jovens menores de 19 anos com a violência.

Segundo as informações do estudo, em 1997 foram 98 vítimas de homicídio menores de 19 anos. Já em 2007, o número subiu para 129, o que representa diferença de 31,6% e coloca Mato Grosso do Sul em 7º lugar na lista de mortes violentas de crianças e adolescentes.
Interior

 De acordo com o relatório, as capitais têm apresentado cada vez menos homicídos, enquanto, proporcionalmente ao tamanho da população, esse número aumenta em municípios do interior.

Campo Grande está em 18º lugar na lista das capitais mais violentas. Já o município de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, é o quinto município mais violento do Brasil, com 103,6 homicídios para cada 100 mil habitantes.
O documento chama a atenção para o aumento dos homicídios que vitimaram negros em Mato Grosso do Sul. Houve queda de 9,7% nos homicídios de brancos e aumento de 85,9% nos de negros. (BG)
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".