quinta, 19 de julho de 2018

ORGÂNICOS

Pesquisa mostra que 52% das pessoas nunca consumiram o produto

7 NOV 2010Por VERA HAFLEN00h:00

Cinquenta e dois por cento da população sul-mato-grossense nunca consumiu produtos orgânicos (alimentos sem agrotóxicos, carne sem hormônios ou sem antibióticos); outros 11% quase nunca, e 21% às vezes, e 16% dizem consumir sempre. Uma das razões seria o preço mais elevado em relação aos produtos da mesma espécie. O destaque ficou por conta de 26% dos adolescentes entrevistados, que afirmaram sempre consumir a versão orgânica dos alimentos. Por outro lado, 66% dos entrevistados afirmam consumir frutas e verduras não orgânicas. A pesquisa – elaborada pelo Sebrae – aponta também que o consumo de frutas e verduras aumenta com a idade, evolui com o estado civil e cresce com a renda familiar.
A feira de orgânicos de Campo Grande acontece toda quarta-feira, na praça do Rádio Clube, e aos sábados, no estacionamento da Prefeitura Municipal, sempre no período da manhã. Um grupo de 60 produtores participam da feira, oferecendo diversos tipos de verduras e legumes. Em 2011, o setor de orgânicos vai trazer mudanças para os produtores rurais de todo o País. Por determinação de lei, nenhum produto poderá ser comercializado no próximo ano, sob o rótulo de orgânico, natural ou agroecológico sem que esteja devidamente certificado.

No País
Na mesma linha de pesquisa, a alemã GfK, a 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil, aponta que 52% dos 1.000 entrevistados, em 12 cidades brasileiras, nunca consumiram produtos orgânicos. Os integrantes desse índice pertencem às classes C e D. Ao comparar com as classes A e B, o percentual cai para 33% dos entrevistados que não consomem alimentos desse tipo.
Mario Mattos, diretor de marketing da GfK, frisa que “embora os produtos orgânicos tenham um apelo de saudabilidade – cada vez mais forte junto aos consumidores – a percepção em geral da população é que possuem preços mais altos que os similares não-orgânicos, mesmo que em alguns casos isso já não corresponda à realidade. Esta percepção faz com que muitos consumidores nem incluam este tipo de produto na sua opção de compra, em especial aqueles consumidores com maior restrição orçamentária, de classes C e D”.
Além das discrepâncias de comportamento entre as classes, a pesquisa revela ainda que aspectos regionais também interferem na aquisição dos produtos orgânicos. No Nordeste do País está concentrada a maior parte dos entrevistados que nunca compram tais produtos, com uma taxa de 48%.

Faixa etária
Ao avaliar por faixa etária, destacam-se entre os que nunca compram orgânicos aqueles que têm idades dos 25 aos 34 e dos 45 aos 55 anos, com 44% e 45% respectivamente. A compra de orgânicos ocorre mais entre os mais velhos. Entre os 8% que afirmam comprar sempre alimentos sem agrotóxicos, hormônios ou antibióticos, 16% têm mais de 56 anos. “ A preocupação e cuidado com a saúde tende a ser maior entre as pessoas de mais idade, gerando maior mudança em hábitos alimentares”, afirma Mattos.

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