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PRESÍDIOS

Pesquisa estuda impacto da tuberculose e HIV

13 MAR 14 - 00h:00DA REDAÇÃO

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por micobactérias como a Mycobacterium tuberculosis, que afeta, principalmente, os pulmões. A transmissão acontece pelo contato direto com pessoas infectadas. Ambientes fechados e com pouca ventilação são propícios para o contágio. No Brasil, nas últimas duas décadas, a taxa de redução da incidência da tuberculose (TB) foi de 1,3% ao ano. Em 1990, a incidência que era aproximada de 60 mil casos por 100 mil habitantes, atualmente encontra-se em torno de 40 mil casos por 100 mil habitantes, o que representa entre 70 mil e 80 mil casos de TB reportados anualmente.

O vírus da imunodeficiência humana, conhecido pela sigla em inglês HIV, é o causador da Aids e ataca o sistema imunológico, que defende o organismo de doenças. É importante ressaltar que nem todos que têm o HIV têm a Aids. Isso porque uma pessoa pode ser soropositiva e não apresentar sintomas, não desenvolvendo a doença. Mesmo assim o vírus é transmitido a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

Coordenado pelo professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Julio Henrique Rosa Croda, o projeto "Estudo multicêntrico da prevalência de tuberculose e HIV na população carcerária do Estado do Mato Grosso do Sul", aprovado na Chamada Fundect/Decit-MS/CNPq/SES N° 04/2012 – PPSUS-MS, é um importante estudo sobre tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis na população privada de liberdade. A pesquisa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A pesquisa está sendo executada em 12 presídios das cinco maiores cidades do Estado (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã) e envolve 60% da população carcerária de MS. Foram entrevistados 3.500 presidiários e realizados mais de 25 mil exames, dentre eles prova tuberculínica, baciloscopia e cultura para tuberculose, HIV, Hepatite B, Hepatite C e Sífilis. Durante o projeto, mais de 26 casos de tuberculose ativa foram detectados e foi descoberto que 50% da população carcerária do Estado de Mato Grosso do Sul possuem prova tuberculínica positiva.

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