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PESQUISA

Pesquisa diz que 66,3% das empresas estão otimistas

5 MAI 2011Por DA REDAÇÃO12h:30

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje, pela primeira vez, o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio, que avalia a percepção dos empresários do comércio sobre as atuais condições e investimentos e perspectivas futuras.

Para Campo Grande, o estudo mostrou que os empresários estão otimistas e investindo mais, sendo que 66,3% têm expectativa de aumentar a oferta de vagas. A pesquisa conta com amostra mínina de 366 empresas.

No mês de abril, o Índice de confiança dos empresários do comércio da Capital caiu em 3,6% comparado a março. Dentre os seus componentes, o índice de investimento teve a mais expressiva redução, de 8%. A redução de confiança ocorreu em âmbito nacional, reflexo do menor nível de atividade, de acordo com análise da CNC.

O cenário, porém, muda drasticamente quando avaliado o porte e atividade das empresas. As que contam com até 50 empregados tiveram redução de 4,2% no índice de confiança e as que têm mais de 50 empregados aumentaram o índice em 19,1%. Além disso, entre as empresas de maior porte, o índice de investimentos saltou 37,9% ao passo em que, entre as menores, caiu 9,1%.

Quando fragmentado por atividade, a maior redução, de 14%, foi no nível de confiança dos que trabalham com bens duráveis (como automóveis e eletrodomésticos), seguido dos semi-duráveis (como calçados e sapatos) onde o índice de confiança caiu em 2%. Por outro lado, quando considerados os bens não duráveis (como alimentos e bebidas) houve aumento de 1,3% no índice de confiança.

O presidente da Fecomércio MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul) e do Instituto de Pesquisa Fecomércio MS, Edison Ferreira de Araújo, avalia que a variação do índice reflete o movimento do comércio: "Nos primeiros meses do ano ainda sentimos os efeitos do comprometimento da renda da população com as compras de Natal, impostos e matrículas escolares. Já o setor da alimentação manteve o ritmo de vendas, especialmente por conta da ascensão de famílias das classes D e E para a C".

A pesquisa da CNC mostrou que para 68,2% a atual condição da empresa está melhor e que o otimismo é grande: 93,7% esperam dias ainda melhores. Sobre a expectativa de contratar funcionários, de um modo geral, 66,3% apontam previsão de aumentar a oferta de vagas, sendo maior prevalência entre empresas com mais de 50 funcionários. Destas, 66,7% citaram que devem aumentar muito o quadro enquanto que apenas 11,7% das empresas menores revelaram intenção de ampliar expressivamente a oferta de vagas. Falaram em redução de empregos 33,6% dos entrevistados.

Quanto ao nível de investimento, entre empresas de menor porte 54,6% declararam estar maior ao passo que entre as que têm mais de 50 funcionários todas informaram ter elevado os investimentos. A pesquisa mostra, ainda, que 50,8% estão com estoques acima do considerado adequado, índice que salta a 87,5% entre as maiores empresas.

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