Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

CONSUMIDOR

Pesquisa de material escolar aponta aumento, diz Procon

28 JAN 2011Por vivianne nunes08h:33

A segunda etapa da pesquisa feita em livrarias e papelarias para apontar a variação nos preços de itens de materiais escolares em Campo Grande revela um aumento de 1,10% com relação a primeira, realizada no dia 5 de janeiro. O crescimento anunciado pelo superintendente em exercício do Procon, Alexandre Rezende, durante entrevista ao programa Bom Dia Mega Notícias, revela uma situação atípica, conforme informou o representante do órgão de defesa do consumidor. Segundo ele é natural que haja queda nas variaçãos de uma etapa para outra da pesquisa. Alguns itens, de acordo com ele, chegaram a apresentar 349% de variação de preço. Entre os dez produtos mais identificados pela pesquisa com diferença brutal de preço estão a fita crepe branca, tesouras, cadernos de capad dura, borrachas e outros.

A pesquisa percorreu dez estabelecimentos comerciais onde foram avaliados preços de 269 inteis para a coleta de dados.

Ainda conforme Rezende, o Procon registrou apenas neste mês de janeiro com relação ao mesmo período do ano passado, um volume 75% maior de reclamações. Se em janeiro de 2.1010 foram 1,8 mil ocorrências este mês deve encerrar com cerca de 2,5 mil atendimentos e as listas de materiais escolares são as principais reclamações do período.

A orientação do superintendente é para que o consumidor faça sua própria pesquisa e busque locais alternativos para as compras de materiais escolares neste período. “Estivemos em apenas dez estabelecimentos mas a Capital possui muito mais que isso”, argumentou durante a entrevista concedida na manhã de hoje à rádio Mega 94 FM.

Alexandre alerta ainda sobre listas que exijem materiais que não estejam diretamente ligados ao processo pedagógico do aluno. “Isso é responsabilidade da escola, materiais de uso coletivo como apagador, canetão, giz, não podem ser cobrados nas listas”, enfatizou. A escola também está proibida de exigir materiais de uso de higiene ou de determinar a marca do produto solicitado. “Ela pode sugerir, nunca determinar”, afirmou.

Problemas, divergências com a escola devem ser encaminhados ao Procon. A unidade escolar não pode causar constrangimento para a criança ou mesmo para o pai e caso isso ocorra o mais indicado é procurar o órgão de defesa. “Não deixe as coisas chegarem a esse ponto, procure o Procon antecipadamente”, ressaltou. O superintendente lembra que recebeu há poucos dias, reclamações de uma escola que cobrava uma taxa de papel dos alunos no valor de R$ 60. “Eles inventaram isso e os pais ligaram no 151. Estivemos no local, orientamos a escola e eles recuaram. Caso mantivessem a determinação, haveria processo asministrativo e até mesmo multa”, afirmou. Rezende lembra que não há necessidade de se identificar nos telefonemas, caso a represália seja um receio do consumidor.


 

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