quarta, 18 de julho de 2018

Permacultura Nada se perde, tudo se transforma

20 SET 2010Por Bruna Lucianer11h:33

Permacultura: viver preocupando-se em conservar a vida no planeta em seu equilíbrio natural. O termo significa “cultura permanente” e trata-se, basicamente, de respeitar todos os elementos da natureza, inclusive os não-vivos, promovendo o cuidado com a saúde, educação e alimentação de todas as pessoas. Um conceito amplo, que engloba o saneamento ecológico apresentado nas páginas anteriores e se estende até o cultivo de alimentos de maneira totalmente natural.
Nesse tipo de sistema natural não há desperdício, os recursos são utilizados de forma que todos tenham o suficiente e toda forma de energia é reaproveitada. “É ideal para comunidades em situação de insegurança alimentar, mas pode ser aplicado em qualquer residência por qualquer pessoa que dispense cuidado à sua conservação”, explica a engenheira ambiental Adriana Galbiati, especialista em permacultura.
Para explicar melhor como funciona uma parte do conceito de permacultura, a casa da própria Adriana, localizada próxima à Universidade Federal, será utilizada como exemplo. No seu quintal, em quatro espaços com não mais do que dois metros quadrados de terra, ela cultiva plantas frutíferas, hortaliças e ornamentais. Ali mesmo, ela faz a compostagem do lixo orgânico e utiliza o resultado na produção.
A engenheira também recolhe restos de podas e folhas caídas das árvores da vizinhança e as utiliza na compostagem. “Lembro que, no início, coloquei duas minhocas para acelerar o processo. Hoje são milhares”, declara. Os bichinhos se reproduzem fácil e rapidamente e otimizam os processos de compostagem e de produção de húmus.
E dá para fazer isso em apartamento? Segundo Adriana, perfeitamente. “Eu dou cursos de permacultura e ensino a fazer compostagem, inclusive com as minhocasas, ideais para lugares pequenos. Também há vários sites na Internet que ensinam a fazer o sistema, que também demanda muito cuidado e dedicação”, explica Adriana.
Glauber Altrão Carvalho, citado na matéria sobre saneamento ecológico, também mantém um quintal com plantas frutíferas em casa e realiza compostagem, inclusive com os resíduos do sanitário seco. “Reservo as fezes com o papel higiênico e um pouco de serragem. Em cerca de seis meses o composto está pronto para voltar à terra”, explica Glauber. Na casa que divide com mais três estudantes, a produção de resíduos é praticamente zero. “Lixo orgânico e resíduos sanitários vão para a compostagem e lixo seco para a reciclagem. Nada vai para a coleta urbana”, relata. Mais um bom exemplo.

Leia Também