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Campo Grande - MS, sexta, 19 de outubro de 2018

Pequenos empresários não pretendem comprar o produto da região

12 SET 2010Por 14h:44
Dona de fábrica de calçados de Campo Grande não acredita que a disponibilidade de couro acabado e tingido no mercado local amenizará sua dificuldade em obter matéria-prima. “Eles não vão querer vender para nós, que somos pequenos, vão vender para as grandes, de fora”, prevê. Ela preferiu não ser identificada por temer retaliações de outros empresários e fornecedores.
O proprietário da Braz Peli, José Roberto Berger, afirma que 20% da produção diária de 500 peles que ficará no Estado é suficiente para abastecer o mercado. O sindicato que representa a indústria concorda com o cálculo.
Ele estima o preço do metro em R$ 40. A empresária disse pagar até R$ 29 em São Paulo no tipo adequado à sua produção e, mesmo com adicional de 30% em impostos e frete, não vai optar pelo fornecedor local. “Não vale a pena, você não sabe como é difícil comprar couro, parece que eles estão me fazendo um favor, mesmo recebendo à vista”, desabafa.
Ela reclama ainda do ICMS Garantido de 15,2% cobrado pelo Governo do Estado. Nesta forma de cobrança, o imposto é calculado antecipadamente, levando em conta estimativas de venda.
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