terça, 17 de julho de 2018

Pequeno empresário não descarta formalização do negócio

27 SET 2010Por 07h:57

No Bar do Ceará, mais concorridas do que as cervejas são as latinhas. Manuel Nunes, que é piauiense, reforça sua renda vendendo alumínio para a indústria. Papéis e plásticos também entram em suas “bags” para aumentar o faturamento. O pequeno empresário não descarta a formalização quando for procurado pela prefeitura. “Se ajudar, por que não? A gente tem que defender o arroz e o feijão”, diz.
Manuel está de olho no crédito disponível para quem tem CNPJ. Nas últimas vezes que foi ao banco, sem garantias, não apertou nem a mão do gerente.
A atividade coloca cerca de R$ 1,2 mil no seu bolso todo mês. Na tabela do bar, o quilo do alumínio é comprado por R$ 1,60 e revendido por R$ 2,30. Já foi melhor. “Essa crise (de 2009) baixou os preços no mundo inteiro”, analisa.
Não é fácil estabelecer o faturamento médio de quem atua na compra e venda de sucata. “Tem quem ganhe mil e quem ganhe 40 mil, varia de acordo com a vontade da pessoa, com a visão de negócio”, avalia o dono da Metap, Ricardo Ferreira, um dos grandes do setor.
Pela sua esteira passam 4 mil toneladas por mês de recicláveis trazidos por informais como Antônio Juvêncio, dono de bicicletaria na outra metade do tempo. Pretende se formalizar? “Não,não, a gente dá um pouco e logo a prefeitura quer mais, tô bem assim”. (CHB)

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