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ECONOMIA

Penhor de joias aumentou 10% no Estado

Penhor de joias aumentou 10% no Estado
12/02/2010 08:23 -


As taxas de juros elevadas e a burocracia para contratar um empréstimo, estão cada vez mais levando o consumidor a optar pelo penhor. Em Mato Grosso do Sul, o número de contratações cresceu 10% em relação ao ano passado – índice superior à média brasileira, que foi de 6,3%. A facilidade de obter recursos sem burocracia ou análise de ficha cadastral, faz desta modalidade de crédito uma opção cada vez mais popular. Os juros também são atrativos: giram em torno de 2% ao mês. Já a tarifa do cheque especial está próxima dos 10% e o crédito pessoal em torno de 20%. De acordo com o gerente Regional da Caixa Econômica Federal, João Batista Andrade Filho, o penhor é a melhor opção para obter empréstimo rápido. O cliente chega com a joia, que é imediatamente avaliada, e sai com o dinheiro na mesma hora. Já nas outras modalidades de crédito, são necessários alguns dias para que o pedido seja aprovado. Entre as opções de financiamento, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é o menos burocrático. Mesmo assim, segundo Andrade, existe a necessidade da préaprovação do cadastro e o cliente só poderá retirar o dinheiro depois de cumprir as exigências. Apenas em alguns casos o consumidor já possui autorização para sacar o dinheiro diretamente no terminal do banco. Pagamento João Andrade explica que hoje o penhor está ainda mais difundido. As pessoas que possuem muitas joias em casa, utilizam essa prática para que elas fiquem sob custódia da Caixa. “As taxas de juros são baixas e o período de contrato é indeterminado. Essa é uma boa alternativa também para deixar em lugar seguro e ainda ficar com algum dinheiro”, diz. O prazo para rernovação do contrato é de até 180 dias, ou seja, se o cliente renovar dentro do limite estipulado, o contrato não perde a validade. O pagamento dos juros é mensal; caso o consumidor deixe de pagar por mais de 30 dias, as joias são colocadas em leilão, que ocorrem a cada 60 dias. Se isso acontecer, basta ir até a agência da Caixa, renovar o contrato com o pagamento da taxa de juros proporcional ao número de dias da renovação, garantindo o patrimônio. “Caso a joia seja vendida pela Caixa por um valor maior que a dívida, o consumidor recebe essa diferença”, diz o gerente da Caixa. Precauções Antes de penhorar um bem, o advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Alessandro Gianeli, recomenda alguns cuidados. O primeiro é procurar instituições financeiras idôneas. Existe decreto lei de 1969 que estabeleceu que o penhor de joias é monopólio da Caixa. Então, a primeira dica é procurar a instituição, que é tradicional. Depois, valem aqueles cuidados básicos em todos os empréstimos, como solicitar uma projeção dos juros futuros e ler o contrato com cuidado. Vale lembrar que no penhor, além dos juros do empréstimo, existe um bem que fica em poder do banco como garantia.

Felpuda


Vêm aumentando que só os disparos de segmentos diversos contra cabecinha coroada que, até então, acreditava voar em céu de brigadeiro. O novo coronavírus chegou, ganhou espaço, continua avançando e atualmente tem sido o melhor cabo eleitoral dos adversários. A continuar assim, sem ações mais eficazes, o estrago político poderá ser grande. Observadores mais atentos têm dito que o momento não é de viver o conto da “Bela Adormecida”. Só!