Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

reformulação

PDT deve convidar infiéis a sair do partido

26 OUT 2010Por Maria Matheus01h:05

 

O presidente regional do PDT, deputado federal Dagoberto Nogueira, planeja reformular o partido e o primeiro passo será “convidar” para sair da sigla os militantes que não seguiram as orientações do comando estadual nas eleições deste ano. Nos cálculos de Dagoberto, pelo menos dez vereadores devem deixar as hostes do PDT. A partir de janeiro, ele deve começar a articular sua candidatura à Prefeitura de Campo Grande e, em março, pretende promover eleições para o comando do diretório estadual e nos diretórios municipais que hoje são administrados por comissões provisórias.
 
Na mira do presidente do PDT estão filiados que apoiaram a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) e lideranças ligadas aos deputados Ary Rigo e Onevan de Matos, que travaram disputa com Dagoberto pelo comando do diretório e acabaram ingressando no PSDB. 
 
Dagoberto explicou que antes de abrir processo por infidelidade partidária ou convidar correligionários a deixar a sigla, será examidado caso a caso. “Tem muita gente ligada ao Rigo que ficou comigo e com o Zeca (ex-governador José Orcírio dos Santos, candidato ao Governo apoiado pelo PDT) nas eleições. Essas pessoas não serão penalizadas, não foram infiéis”, ressalvou. 
 
Segundo o deputado, não existem casos de prefeitos “traidores”. “Todos seguiram a orientação do partido, tiveram uma boa conduta”.
 
Ainda conforme Dagoberto, parte dos filiados foi liberada para apoiar candidatos de outros partidos na disputa por vaga na Assembleia Legislativa. O deputado pretende percorrer os diretórios municipais após o Carnaval, para discutir com as lideranças a nova formação do PDT. “Quero um PDT novo, um PDT com cara nova, um PDT idealista”, disse. “Não quero que no PDT seja cada um pra si e Deus pra todos. Isso não quero mais”.
 
Dagoberto convidou o deputado eleito Felipe Orro para dirigir o partido a partir de março. “Mas ele acha que eu devo continuar no comando”. Embora o presidente do partido deva ser escolhido por meio de eleição, o grupo de Dagoberto controla a legenda e, ainda que não haja candidatura única, o indicado pela situação deve sair vitorioso.

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