quinta, 19 de julho de 2018

Correios e Telégrafos

Paulo Bernardo assumirá Comunicações

1 DEZ 2010Por Brasília03h:20

À frente do Ministério das Comunicações, caberá a Paulo Bernardo reorganizar a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), alvo de escândalos de corrupção desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bernardo já começou um diagnóstico da estatal, tendo sido nomeado "interventor informal" por Lula. Ontem, mais uma fonte ligada à cúpula do PT confirmou que o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assumirá o Ministério das Comunicações no futuro governo Dilma Rousseff.

Nesta situação, o PMDB perde o controle da pasta. Depois de duas rodadas de negociações com a presidente eleita, o partido já dá como certo que vai se manter na Agricultura, permanecendo com o ministro Wagner Rossi, e conquistar a pasta das Cidades. O nome mais cotado para o Ministério das Cidades é o do deputado gaúcho Mendes Ribeiro (PMDB-RS). O nome tem a aprovação das lideranças do partido e vai ao encontro da intenção da presidente em "premiar" um parlamentar que ajudou a manter a maioria do PMDB na base aliada da campanha dela.

Ciência e Tecnologia
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) é mesmo forte candidato a assumir a pasta da Ciência e Tecnologia, no lugar do atual ministro Sérgio Rezende, que é indicado pelo PSB. Os socialistas, liderados pelo governador Eduardo Campos, de Pernambuco, devem ganhar duas pastas: a da Integração Nacional e do Turismo. Mercadante, que fica sem mandato a partir de fevereiro próximo, foi candidato ao Governo do Estado de São Paulo e perdeu a disputa para o tucano Geraldo Alckmin por menos de 200 mil votos.

Sérgio Côrtes, que dirige a saúde do Rio de Janeiro e pode ser considerado um dos "pais" das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), foi o nome indicado pelo governador Sérgio Cabral para substituir o atual ministro José Gomes Temporão – que também representava o Rio no ministério Lula, mas não era visto como uma escolha do PMDB. Pelo trabalho desenvolvido no Rio, de atenção à saúde básica, Dilma tende a escolher mesmo Côrtes para o ministério.

Leia Também