domingo, 15 de julho de 2018

SHOW

Paul esbanja simpatia no show em Porto Alegre

8 NOV 2010Por estadão07h:46

Paul McCartney subiu ao palco de seu primeiro show desta turnê no Brasil, no Beira-Rio, em Porto Alegre, com cinco minutos de atraso, às 21h05. Às 21h, ao mínimo sinal de movimentação, o público, de 50 mil pessoas, delirou diante de um alarme falso. Na entrada do Beatle, milhares de celulares piscavam nas arquibancadas.

Paul, que já havia sido simpático no sábado, ao acenar para os fãs na porta do Hotel Sheraton, onde ficou hospedado, jogou para a plateia. Fez pose e dialogou com o público em português com forte sotaque britânico. 'Boa noite, Porto Alegre. Boa noite, Brasil. Hoje eu vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês. Obrigado, gaúchos.' Ao que o Beira-Rio respondia: 'Ah, eu sou gaúcho!'

O show durou pouco menos que três horas e fechou com Hey Jude - Paul até pediu para os fãs acompanharem.

O Beira-Rio agitou-se mais nos clássicos dos Beatles: All My Loving (com cenas dele, John Lennon, George Harrison e Ringo Star jovens no telão); Drive My Car; Long And Winding Road; I've Just Seen A Face; And I Love Her. Mas a plateia ficou emocionada com My Love, dedicada à mulher Linda, que morreu em 1998. Depois, ele chamou o Beira-Rio: 'Mais fortchê!', antes de atacar com a antológica Blackbird.

Quando saiu do palco, foi chamado de volta com pedidos de bis. Voltou com uma imensa bandeira do Brasil e respondeu: 'Ah, eu sou gaúcho!', antes de retomar com Day Tripper e Get Back.

Abertura. Em meio a um 'show família', o público era dos mais variados, com pessoas de várias idades. Caso de Fernanda Tonetto, de 33 anos, que estava acompanhada do filho, de 10. 'Ele é muito mais fanático pelo Paul do que eu. E olha que descobriu sozinho, sem ninguém mostrar as músicas para ele.'

Antes da apresentação de Paul, estava programada a abertura pela dupla Kleyton & Kledir, que não ocorreu por 'problemas técnicos', segundo os organizadores do evento. No lugar dos dois gaúchos, quem entrou na fogueira foi o DJ Pic Schmitz, ao lado do saxofonista da Banda Dublê, Vinicius Neto, e do guitarrista Fred Mentz. Não escaparam das vaias durante a apresentação, que durou 30 minutos.

Os portões foram abertos às 17h30, debaixo de sol forte - a temperatura na capital gaúcha chegou a 36°C. Algumas pessoas aguardavam na porta do estádio desde quinta-feira.

Do lado de fora sobravam cambistas, que vendiam ingressos para a pista premium por R$ 900 - o preço oficial era de R$ 520. Até um bar nas redondezas vendia entradas para o show.

Até o início do show, eram muitas as ocorrências no ambulatório. A maioria dos casos era de desidratação e desmaios por causa do sol forte. Dez minutos antes de Paul subir ao palco, Mariella Tanibuchi, de 29 anos, foi carregada no colo pelo marido, depois de desmaiar. 'A gente chegou às 18 horas, nem tinha mais sol. Mas houve uma aglomeração enorme perto do palco e eu comecei a passar muito mal.'

Outro caso mais grave, segundo a organização, foi o de uma garota que teve uma crise de apendicite aguda mas, mesmo assim, se recusou a ser atendida e quis ver o show.

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