Quarta, 13 de Dezembro de 2017

REVOLTA

Passageiros de voo da Gol quebram portas após esperarem 4h

26 JAN 2014Por terra06h:00

Na noite da última sexta-feira, passageiros de um voo da Gol se revoltaram e quebraram as portas de emergência após ficarem dentro do avião por 3 horas e 50 minutos aguardando o desembarque no aeroporto do Galeão, zona norte do Rio de Janeiro. A tripulação era de 80 pessoas; alguns chegaram a subir na asa da aeronave e jogar objetos na pista.

O voo 1371 saiu de Cuiabá (MT) com destino ao aeroporto de Congonhas (SP). Mas a aterrisagem seria arriscada por conta do mau tempo, os aeroportos de Congonhas e Guarulhos foram fechados entre as 17h30 e 18h30, e o piloto foi orientado a pousar no Rio de Janeiro.

Entretanto, os passageiros não foram autorizados a desembarcarem e ficaram dentro do avião. Indignados, alguns quebraram as portas de emergência e subiram em uma das asas da aeronave. Eles afirmam que, além do confinamento, ficaram sem receber qualquer informação por parte da Gol.

Em nota, a companhia aérea informou que "alguns passageiros acionaram a porta de emergência e invadiram a asa da aeronave, atitude que infringe as normas de segurança e um ilícito passível de punição". A empresa diz ainda que os terminais estavam sem espaço, e o avião foi direcionado para o Terminal de Cargas, onde as condições dos serviços de atendimento em solo são limitadas. A decolagem com destino a Congonhas só foi autorizada às 21h56min.

Confira abaixo a justificativa da Gol.

"No Aeroporto do Galeão (RJ) o voo G3 1371 (Cuiabá / MT - Congonhas / SP), que pousou às 17h50 com 80 passageiros, foi direcionado pelo controle do aeroporto para o pátio do Terminal de Cargas devido falta de espaço nos pátios dos terminais 1 e 2, onde, junto com aeronaves de outras companhias aéreas, precisou aguardar até as 21h56 a autorização para decolagem com destino ao Aeroporto de Congonhas (SP). A GOL esclarece que este local é distante e possui acesso limitado aos serviços de atendimento em solo de responsabilidade da Companhia (escadas) e da Infraero (transporte), o que impossibilitou as atividades de desembarque".

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