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ECONOMIA

Participação dos importados caiu para 25%

Participação dos importados caiu para 25%
07/03/2010 00:23 -


Inaugurado há 11 anos, o Centro Comercial Popular (camelódromo), recebe, pelo menos, uma batida policial por ano. Eles vão em busca de produtos importados, fabricados em grande parte na China. O comércio ainda é ilegal, e os comerciantes sabem os riscos que correm. Nesse tempo de “relacionamento” com a polícia, a venda de produtos piratas foi coibida e a participação dos importados nos boxes caiu para 25% do total de mercadorias, segundo a associação que os representa. CDs e DVDs piratas, por exemplo, agora são vendidos fora do prédio, na calçada. “Nossos companheiros tiveram muitas mercadorias apreendidas, tanto nos boxes, durante as apreensões, como nas viagens”, afirma o dirigente do camelódromo, Vicente Reinaldo Peixoto. Nas viagens, durante as vistorias nos ônibus, há relatos de maior brutalidade policial, mas no centro, a postura deles é mais branda. “Os policiais chegam, conversam na boa, calmos, e dizem que vão levar as mercadorias contrabandeadas”, conta um dono de boxes de calçados, que preferiu não ser identificado. Na última visita dos agentes, o vendedor teve prejuízo de R$ 9 mil e precisou vender alguns bens para recompor o estoque. Hoje, apenas alguns tênis são chineses e, seguindo o conselho dos policiais, são de marcas menos conhecidas do que as bastante procuradas falsificações de Nike e Adidas, por exemplo. Mas quando o concorrente do box ao lado anuncia os produtos de grife falsificados, o vendedor segue o exemplo para não perder clientes. “As pessoas vêm procurar essas marcas, não dá para trabalhar 100% legal”, admite. De acordo com o dirigente do camelódromo, além de perder capital nessas apreensões, os comerciantes acumulam dívidas que não podem pagar. As compras e viagens são, muitas vezes, financiadas com empréstimos bancários avalizados pela associação de vendedores, com taxas de juros a 2% ao mês. “Ele perde a mercadoria e não pode pagar o empréstimo porque não tem o que vender”, diz Vicente. (CHB)

Felpuda


Certa pré-candidatura à Prefeitura de Campo Grande nasceu com grandes brechas que certamente serão usadas pelos adversários no período da campanha eleitoral, segundo voz corrente nos bastidores políticos. Uma delas: como o postulante vai dizer que fará boa administração se no período em que administrou conhecida instituição passou boa parte do tempo reclamando de crise financeira e ameaçando fechar as portas?