sábado, 21 de julho de 2018

DECISÃO

Parreira anuncia que não será mais treinador

23 DEZ 2010Por ARLINDO FLORENTINO00h:00

Carlos Alberto Parreira não trabalhará mais como treinador de futebol. Após 43 anos de carreira, iniciada em 1967, na seleção de Gana, o agora ex-técnico decidiu que não exercerá mais esta função, mas quer continuar no futebol. "Vou continuar ligado ao futebol, mas após pensar ao longo deste ano decidi que não quero mais trabalhar como treinador".
Parreira teve, em 2010, propostas para comandar Flamengo, Corinthians e seleção do Chile e tinha avisado que só pensaria na possibilidade de ser treinador em 2011, mas acabou desistindo deste objetivo.

Com oito Copas do Mundo no currículo, sendo seis como técnico (treinou o Kuwait na Espanha, em 1982; os Emirados Árabes na Itália, em 1990; o Brasil nos EUA, em 1994, e na Alemanha, em 2006; a Arábia Saudita na França, em 1998; e a África do Sul, em 2010), uma como observador da Fifa (no Japão e na Coreia do Sul, em 2002) e uma como auxiliar de preparação física (México, em 1970), Parreira construiu um dos currículos mais respeitáveis do futebol.

Foram dois títulos mundiais pela Seleção Brasileira (1970 e 1994), um título brasileiro (1984) e um da Série C (1999), ambos pelo Fluminense, uma Copa do Brasil e um Torneio Rio-São Paulo pelo Corinthians (ambos em 2002). Além disso, treinou o Valência, da Espanha, o Fenerbahçe, da Turquia, e o New York MetroStars, dos EUA.
Clubes

No Brasil, além de Fluminense e Corinthians, Parreira treinou Bragantino (1991), São Paulo (1996), Atlético-MG (1999), Santos (2000) e Internacional (2001). O clube que mais vezes comandou foi justamente o Fluminense, onde trabalhou nos anos de 1975, 1984, 1999, 2000 e 2009.


Copas do Mundo
Em Copas do Mundo, Parreira esteve presente em 22 partidas, com dez vitórias, cinco empates e nove derrotas. Seus times fizeram 29 gols e sofreram 31. Além de dirigir cinco seleções em Mundiais, igualando o recorde do sérvio Bora Milutinovic, Parreira colecionou alguns momentos memoráveis. Ele protagonizou a célebre descida ao campo com a Taça Fifa nas mãos, após o título de 1994, deixando os torcedores ao seu redor tocarem o troféu.
Também teve seus momentos tristes, como quando foi demitido em plena Copa do Mundo, em 1998, quando comandava a Arábia Saudita. Em 2010, comandou a anfitriã África do Sul e conquistou sua primeira vitória em Mundiais comandando uma seleção que não o Brasil (2 a 1 sobre a França). O resultado não evitou que pela primeira vez em Mundiais uma seleção dona da casa fosse eliminada na primeira fase.
 

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