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Parlamento europeu pede que França suspenda importação de ciganos

9 SET 10 - 15h:00
     

O Parlamento Europeu adotou nesta quinta-feira (9) uma resolução que pede à França e outros Estados da União Europeia que suspendam imediatamente as deportações de ciganos. O texto foi apresentado por socialistas, liberais, verdes e comunistas e recebeu 337 votos a favor contra 245 contrários, informam os principais jornais europeus como Le Monde, El País, e Le Soir.

Apenas a França foi citada explicitamente no texto e o país mandou à votação oficiais importantes como o ministro da Imigração, Eric Besson, e o secretário de Estado encarregado de Negociações Europeias, Pierre Lellouche. Ambos os membros do governo devem depois se encontrar com autoridades romenas em Bucareste entre hoje e sexta-feira (10).

Hungria e Itália são outros locais que vêm recebendo críticas por seu tratamento em relação à minoria.

No último mês, a França iniciou um programa de deportação de ciganos que o país alega ser voluntário. No entanto, apesar de pagos para retornar à Romênia e Bulgária, as pessoas que entraram no programa acusam o governo francês de forçar sua partida ao não lhes deixar outra opção. As deportações começaram logo após o desmantelamento de centenas de acampamentos ciganos no país.

A política guiada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, recebeu críticas até de membros do governo francês, como o ministro das Relações Exteriores do país, Bernard Kouchner, que disse em entrevista ao jornal Le Monde na última semana que havia até chegado a pensar em renunciar.

Mesmo o primeiro-ministro da França, François Fillon, não se mostrou um grande entusiasta da ação polêmica.

A intelectual francesa Caroline Fourrest, em passagem pelo Brasil na última semana, classificou a ação como "xenófoba" durante uma palestra em São Paulo.

- Nós temos um presidente bem demonstrativo e algumas de suas ações tem como base política a xenofobia.

Resolução de partido de direita também foi proposta no Parlamento

Uma outra resolução, apresentada pelo Partido Popular Europeu, de principal grupo político de direita no Parlamento Europeu, com o apoio do ECR, que une reformistas e conservadores europeus em sua maioria eurocéticos, não condenava as deportações de ciganos. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo Parlamento.

O texto aprovado também critica a discussão sobre imigração e livre circulação organizada em Paris pelo governo da França ressaltando que tal iniciativa deve estar no âmbito da UE.

A França se defende com o argumento que o desmantelamento dos campos ciganos e o processo de deportação foi feito com base nas leis do país.

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