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Parlamento argentino aprova casamento gay

Parlamento argentino aprova casamento gay
16/07/2010 08:48 -


AGÊNCIA ESTADO, BUENOS AIRES

A Argentina se tornou na madrugada de ontem o primeiro país da América Latina a aprovar uma lei federal permitindo o casamento entre homossexuais, após o Senado passar um controvertido projeto de lei apoiado pelo governo, em uma longa sessão. Por 33 votos a 27, com três abstenções, a medida dá aos homossexuais os mesmos direitos, responsabilidades e proteções legais dos casais heterossexuais no país.
A votação ocorreu pouco após as 4h (hora local, a mesma de Brasília), em uma sessão de quase 16 horas. A Câmara dos Deputados havia aprovado o projeto em maio, apoiado pela presidente Cristina Kirchner. Espera-se que a sanção gere uma onda de casamentos entre homossexuais.
A Igreja Católica argentina e grupos evangélicos haviam organizado uma forte campanha contra a iniciativa, que incluiu uma manifestação com cerca de 60 mil pessoas em frente ao Congresso. Nove casais homossexuais já conseguiram se casar na Argentina, após convencerem juízes de que a igualdade prevista na Constituição se aplica neste caso, mas algumas dessas uniões logo foram invalidadas.
Fora do Congresso, manifestantes a favor e contra a lei fizeram vigília durante a noite, apesar do frio do inverno portenho.
As uniões civis entre homossexuais são legais no Uruguai, em Buenos Aires e em alguns Estados do México. A Cidade do México legalizou o casamento gay. A Corte Constitucional da Colômbia concedeu aos casais do mesmo sexo os direitos de herança e a possibilidade de aparecerem como dependentes em seguros-saúde.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".