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Parceria viabiliza produção audiovisual

14 JUL 10 - 07h:26
Thiago Andrade

A produção audiovisual em Mato Grosso do Sul vive um momento importante para seu desenvolvimento. Diversas oficinas e cursos são realizados por meio de órgãos como a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e o Pontão de Cultura Guaicuru. Além deles, de acordo com Cândido Alberto da Fonseca, presidente da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul (ACV/MS), o órgão apresentou à Secretária do Audiovisual, do Ministério da Cultura (MinC), projeto que prevê a criação do Núcleo de Produção Digital, por meio de parceria do ministério com a Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Seriam destinados R$ 500 mil para a compra de equipamentos de última geração, utilizados na produção audiovisual. “Com a criação desse núcleo, será possível trabalhar produtos audiovisuais em todas as suas etapas. Entre as dificuldades em se produzir cinema aqui, a falta de equipamentos figura entre as principais”, lembra o cineasta, premiado por curtas como “Beto Lima – o intérprete das flores” e “Conceição dos Bugres”.
Segundo Cândido, o projeto foi aprovado pela Secretaria do Audiovisual do MinC, entretanto, o dinheiro só poderá ser liberado no final do ano, após as eleições. A verba será destinada para a Fundação Municipal de Cultura (Fundac), que se tornará responsável por questões burocráticas e estruturais para a criação do núcleo. Roberto Figueiredo, presidente da Fundac, explica que, até o momento, a parceria foi firmada por meio da assinatura de um pacote de interesses. “Todavia, com a nomeação de Newton Cannito como novo secretário do Audiovisual, ainda não posso afirmar que esse núcleo será viabilizado”, admite Roberto.
De qualquer modo, o presidente da Fundac adianta que, segundo conversas realizadas sobre o projeto com o MinC, a contrapartida da Prefeitura Municipal será pequena, ficando responsável, principalmente, por ceder espaço físico para a criação do núcleo, pela oferta de oficinas e cursos para os interessados em produzir cinema e vídeo, além de tomar conta da questão burocrática, como, por exemplo, a abertura de editais. “Para que filmes sejam produzidos com o material do núcleo, enquanto órgão público, precisamos trabalhar com formas de seleção que não favoreçam ninguém”, argumenta.
Cândido detalha que junto ao projeto da criação, o dinheiro destinado ao núcleo permitirá a promoção de três oficinas, três mostras e dez cursos, que têm o objetivo de profissionalizar mão de obra para o trabalho com cinema. “Precisamos formar iluminadores, assistentes de fotografia e toda equipe de produção em cinema”.
O cineasta afirma que entrará em contato com  Newton Cannito para discutir a situação do projeto. Os Núcleos de Produção Digital existem em diversos estados brasileiros, sendo todos ligados ao Ministério da Cultura, e fomentam a produção independente de cinema e vídeo no País.


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