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Argentina

Paraguaia recupera bebê sequestrada em setembro

25 MAR 2011Por com informações BBC Brasil19h:36

A paraguaia Sandra Portillo, 19 anos, reencontrou ontem em Buenos Aires, a filha que havia sido sequestrada em setembro do ano passado por uma quadrilha de paraguaios e argentinos. A bebê, agora tem sete meses. A mãe foi atraída por falsa promessa de emprego na Argentina e embarcou para o País com a filha, Lis Sebastiana, à época com dois meses.

Algum tempo depois que chegou ao País, os supostos empregadores afirmaram que ela deveria deixar a menina em uma clínica, onde ela foi roubada. Conforme informações da BBC Brasil, a mãe teria dito entre lágrimas durante entrevista coletiva, que passou duas semanadas sequestrada mas conseguiu fugir e denunciar o roubo da filha à polícia.

Enquanto isso, segundo os policiais, Liz foi vendida para um casal argentino. A mãe continuou a entrevista abraçada à filha.

“Eu já não tinha mais esperanças. E quando me ligaram eu demorei a acreditar que fosse verdade. Liz está muito maior do que quando nos separamos”, afirmou.

Ainda conforme reportagem da BBV, o reencontro foi no Palácio de Justiça, na capital argentina. Ricardo Arancedo, da Divisão de Delitos contra Menores da Superintendência da Polícia Federal disse que todos se emocionaram.

“Foi impressionante. Todos choramos. O juiz, a secretária, eu, a mãe. Todos. Foi emocionante”;
A jovem paraguaia é mãe solteira morava em um bairro carente de Assunção, capital do Paraguai. Um vizinho, também paraguaio, ofereceu-lhe o falso emprego.

A exemplo de tantas outras paraguaias que vivem na capital argentina, a suposta oferta era para trabalhar como doméstica em casas de família. A paraguaia disse que os três - ela, a bebê e o vizinho - viajaram de ônibus de Assunção a Buenos Aires.

O delegado explicou como o vizinho e os supostos empregadores enganaram a jovem.

“Ela concordou [em levar a filha à clínica] e a médica que atendeu a bebê disse que a menina tinha asma e deveria ficar internada. Mas a médica era uma das donas do estabelecimento e fez uma certidão [falsa] para que a bebê fosse adotada por um casal argentino”, afirmou.

Segundo Arancedo, a mãe da criança foi levada para um hotel e de lá para um bairro afastado nos subúrbios de Buenos Aires, chamado Cidade Oculta, de onde conseguiu fugir e telefonar para familiares.

“Liguei para minha cunhada e contei tudo o que tinha acontecido e depois procurei a polícia”, afirmou.

Escutas telefônicas permitiram localizar os acusados

Segundo o delegado, escutas telefônicas permitiram localizar os acusados, desvendar a quadrilha e achar a bebê.

No mês passado, a polícia encontrou uma bebê que já tinha identidade argentina, com pessoas suspeitas, e determinou exames de DNA que indicaram que ela é '99,9%' filha de Portillo.

Cinco pessoas foram presas, entre elas, os donos da clínica na localidade de Wilde e o casal que tinha pagado pela bebê. Portillo disse que ainda não sabe se continuará em Buenos Aires ou se retornará para Assunção. Ela também contou que nunca mais viu o vizinho que tinha lhe prometido o tal emprego.

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