terça, 17 de julho de 2018

Para relações públicas da PM, “é como conquistar a lua”

28 NOV 2010Por Veja Online13h:46

O relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Henrique Lima Castro, está há 27 anos na corporação. Já comandou ações pacificadoras internacionais, mas não esconde a euforia de integrar a ação da polícia na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense. “É a mesma coisa que conquistar a lua”, exagera, ao falar sobre a ocupação das favelas, que estão entre as mais perigosas do Rio.

Castro integrou a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em Moçambique e foi chefe do Grupo de Observadores Eleitorais Internacionais durante as primeiras eleições livres no país, em 1994. Em 2001, voltou a trabalhar com a organização, desta vez no Timor Leste, como subcomandante das Forças Policiais Internacionais da ONU. Saiu condecorado de ambas e voltou ao Brasil com medalhas de uma das organizações mais respeitadas do mundo.

Recados – Quando deixou o 37º Batalhão da PM, no Rio, para assumir a chefia da Controladoria de Comunicação Social da PM, em 2009, não sabia, mas seria um dos principais nomes das invasões à Vila Cruzeiro e ao complexo do Alemão. Em seu posto de porta-voz da polícia, Castro detalha o que se passa no embate e manda recado aos inimigos, através das câmeras de televisão.

No último sábado, durante toda a tarde sua imagem foi reproduzida com o pedido que fazia, incessantemente: “Mães, peçam a seus filhos que se entreguem, pois nós vamos entrar”. Na quinta-feira, quando o fogo cruzado aterrorizou a cidade, ele pediu à população: “Não reajam e não percam a calma”. Aos que questionam o saldo negativo do embate, Castro tem a resposta pronta: “Esta operação é histórica. Pensamos em tudo.”

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