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Campo Grande - MS, quarta, 12 de dezembro de 2018

Para Orcírio, DEM foi radical

1 ABR 2010Por 20h:53

Marco Eusébio

 

O ex-governador e pré-candidato ao Governo do Estado, José Orcírio Miranda dos Santos (PT), classificou de "radical", ontem, resolução aprovada da Executiva Nacional do Democratas proibindo seus diretórios estaduais de formarem coligações em que o candidato ao governo seja do PT. A decisão, anunciada na terça-feira pelo líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), autor da proposição, sepulta de vez as expectativas de Orcírio contar com o DEM em seu palanque nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul.

"Essa posição do DEM é radical", classificou Orcírio. O petista, entretanto, disse que o assunto é de foro interno do partido. "Este caso cabe ao DEM regional analisar. Não cabe a nós, ao PT, entrar no mérito", ponderou. O pré-candidato destacou que ao assediar o DEM "quis fazer um gesto" de que as portas estavam abertas. Na sua avaliação, os aliados do rival PMDB enfrentavam a indefinição da candidatura do vice-governador Murilo Zauith. Diante disso, além de tentar reforçar sua base eleitoral, pretendia desfalcar o apoio ao PMDB. O petista, entretanto, frisou que "o PTB continua sendo prioridade para o PT". Nesta semana, porém, a mesma tática foi usada pelo adversário. A cúpula do PTB recebeu proposta também do governador André Puccinelli (PMDB) e vai decidir a quem apoiar em reunião da Executiva marcada para sexta-feira da semana que vem, dia 9 de abril.

 

Triângulo "amoroso"

Nos últimos meses, embora tivesse oferecido a candidatura a vice de sua chapa, a possibilidade de assumir duas secretarias e, conforme fonte petebista, também R$ 1,5 milhão para estrutura de campanha ao PTB, o ex-governador petista tentou atrair o apoio do DEM à sua pré-candidatura com os mesmos dotes. Mais recentemente, acenou ao atual vice-governador democrata Murilo Zauith a suplência do senador Delcídio do Amaral (PT) e a vaga de vice à empresária Cecília Zauith, mulher de Murilo.

A negociação paralela gerou indignação de lideranças do PTB e surpreendeu, inclusive, o senador Delcídio que considerou absurdas as ofertas ao DEM sem consenso do próprio PT. Se recuperando da dengue, Delcídio disse nesta semana ter ficado surpreso com essa negociação. "Ninguém me falou absolutamente nada sobre isso. Qualquer discussão de suplência ou de vice tem de ser dentro do partido", comentou.

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