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Campo Grande - MS, domingo, 09 de dezembro de 2018

ESCUTA ILEGAIS

Para corregedora federal, acusações ao juiz Odilon são 'levianas'

12 MAI 2011Por DA REDAÇÃO13h:27

Para a desembargadora e corregedora do Tribunal Regional Federal Suzana Camargo, que na manhã de hoje teve sua coletiva à imprensa tumultuada por agentes penitenciários exonerados, as acusações feitas contra o juiz Odilon de Oliveira são "levianas". Um decisão recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal Regional Federal (TRF-3 Região) , absolveu Odilon das acusações de permitir as escutas ilegais no presídio.

Durante a coletiva, o juiz Odilon de Oliveira não se manifestou. A corregedoria, que falou por ele, alega que até agora, nas investigações, foi descoberta a autorização para filmagens no parlatório do presídio mas não nas celas de visitas íntimas.

Os ex-agentes penitenciários Yuri Matos, Valdenir Ribeiro e Ivanilton Mota, exonerados do quadro de agentes penitenciários e Francisco Freire, que ainda não foi exonerado, estiveram na coletiva e causaram tumulto. No auge do bate-boca, dois deles foram detidos e liberados posteriormente.

Os ex-agentes alegam que o Ministério da Justiça não ouviu as testemunhas de defesa e nem analisou uma carta, feita a punho, por José Rinaldo Girotti, um dos envolvidos ao roubo ao Banco Central que faz acusações ao juiz federal.

O caso teve início em 2008. Um escândalo envolvendo a gravação de imagens e áudio nas salas onde aconteciam as visitas dos advogados aos presos do estabelecimento penal de segurança máxima, e ainda na sala de visita íntima, foi responsável por troca de comando e ainda o indiciamento de agentes penitenciários e várias autoridades, incluindo juízes. Até o momento não foi identificado o motivo e quem teria instalado as câmeras no presídio. Cogitam-se algumas possibilidades: ter havido interesse das autoridades em saber o conteúdo das conversas no local; interesse dos próprios detentos em comunicarem-se com o meio externo, ou mesmo o voyerismo.

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