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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Para André, reunião com Serra é segredinho

8 ABR 2010Por 20h:29

Maria Matheus

 

O governador André Puccinelli (PMDB) disse ontem que só voltará a encontrar José Serra (PSDB) para conversar sobre aliança política depois do dia 15 de abril. Até lá, ele vai tentar fechar acordo com o PT nacional, para apoiar a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Sobre o teor de sua última reunião com o tucano, o governador disse ser um "segredinho".

Conforme líderes do PSDB, Puccinelli e Serra conversaram na semana retrasada, em São Paulo. Na ocasião, o peemedebista teria sinalizado apoio à candidatura do tucano ao Planalto, mas enfatizou que, devido ao compromisso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só vai definir o seu rumo na sucessão presidencial após 15 de abril.

Durante visita, ontem pela manhã, à Embrapa Gado de Corte, Puccinelli primeiro negou o "encontro secreto" com o então governador de São Paulo. "Que eu saiba, ainda não ocorreu". Depois, chegou a admitir uma reunião "que só teve Deus por testemunha" e, por fim, disse que a última vez que encontrou Serra pessoalmente foi em fevereiro, em São Paulo.

Ele lembrou, também, a conversa com o tucano no ano passado e no início deste ano. "Em nenhum dos três (encontros) tratamos de política", assegurou. "Vou tratar de política depois do dia 16. Eu me comprometi e eu não caso com duas pessoas ao mesmo tempo", argumentou. "O presidente me pediu para esperar até o dia 15. Então, no dia 16, eu ligo e pergunto: presidente, estou liberado, né?", disse o governador.

Diante da insistência da reportagem para revelar o teor de seu último encontro com o tucano, o governador respondeu: "É um segredinho, que brevemente será trazido a público". E completou: "Não foi revelado, ninguém sabe. Só (teve) Deus por testemunha".

 

Convite

Para se esquivar de falar do encontro com Serra, Puccinelli disse receber frequentes pedidos de apoio por parte dos candidatos a presidente. "Eu já fui convidado um monte de vezes pela Dilma e pelo Lula, pelo Serra e pelo Ciro", gabou-se.

Ele contou que, quando Serra veio ao Estado, em julho do ano passado, perguntou se os dois vão caminhar juntos na eleição deste ano. "Eu respondi: em tempo hábil, provavelmente. Não disse mais nada", garantiu.

Conforme o governador, quando se reunir de novo com o tucano, será para ter uma conversa definitiva. Por isso, ele não participará, em Brasília, da solenidade de lançamento da pré-candidatura de José Serra. "A última conversa terá de ser definitiva, quando houver. Me pediram para aguardar, estou aguardando", frisou.

Segundo Puccinelli, o presidente Lula tentaria convencer José Orcírio dos Santos (PT) a desistir de concorrer ao Governo do Estado. Mas, na semana passada, o próprio governador reconheceu haver 99% de chance de o petista concorrer e, portanto, a probabilidade de o PMDB de Mato Grosso do Sul apoiar a candidatura de Dilma é de 1%.

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