quinta, 19 de julho de 2018

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Para André, obras federais em MS independem do vencedor

28 OUT 2010Por Maria Matheus00h:00

Independente do resultado da disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mato Grosso do Sul será contemplado nos projetos do governo federal. Essa é a opinião do governador André Puccinelli (PMDB). Ao contrário do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), ele aposta que tanto o presidenciável tucano José Serra quanto a petista Dilma Rousseff incluirão o Estado nos programas federais.

Ontem, Nelsinho observou que Serra ignorou Mato Grosso do Sul na campanha eleitoral, não deu nenhuma garantia de que continuaria os projetos do governo federal e nem mesmo citou o nome da Capital ou do Estado em seu programa no horário gratuito. “A opinião dele é essa e a opinião minha é exatamente contrária. Eu acho que o Serra, assim como a Dilma ou a Marina (Silva, candidata do PV derrotada no primeiro turno) poderiam fazer (um bom trabalho) e ninguém vai discriminar um irmão brasileiro”, opinou Puccinelli, em entrevista na governadoria, após encontro com empresários e políticos paraguaios para assinatura de protocolo de intenções de intercâmbio comercial e cultural.

O governador destacou que tanto no projeto de Dilma quanto no de Serra existem programas que incluem Mato Grosso do Sul. “A duplicação da BR-163 (que liga Mundo Novo a Sonora) e a continuidade das duas ferrovias no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”, citou. “E o Serra afirmou que não questionará a questão do gás. Também tem a possibilidade de negociações da dívida da Cesp (Companhia Energética de São Paulo)”, acrescentou. A Cesp deve mais de R$ 600 milhões ao Estado. O débito se arrasta desde a década de 90, quando a companhia paulista inundou mais de 190 mil hectares de terras produtivas para construir a Usina Sérgio Motta.

André preferiu não arriscar um palpite ou apostar na virada do jogo eleitoral em favor de Serra. “Deus é que traça o nosso destino. Eu acho que a diferença não é desses 14 pontos alardeados nas pesquisas”.

Gás boliviano
O governador revelou ter pedido a Geraldo Alckmin (PSDB) na última sexta-feira, quando o tucano esteve em Dourados e Campo Grande fazendo campanha para José Serra, para não recorrer da decisão judicial que beneficia Mato Grosso do Sul na disputa pelo ICMS do gás boliviano. O tucano teria se comprometido a facilitar a negociação. Em entrevista na semana passada, Alckmin disse que deixaria para a Justiça decidir a questão.

Segundo o Governo do Estado, embora não exista decisão definitiva, a Justiça concedeu sete liminares em favor de Mato Grosso do Sul. A legislação tributária prevê que o ICMS fique, integralmente, para o Estado de origem do produto. Por isso, Mato Grosso do Sul embolsa R$ 50 a R$ 60 milhões por mês, o que equivale a aproximadamente 15% da arrecadação mensal com ICMS. No entanto, em sua maior parte, o produto é consumido nos estados vizinhos.

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