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MUNDO

Papa pede que armas sejam trocadas pela diplomacia na Líbia

24 ABR 2011Por AGÊNCIA BRASIL17h:53

O papa Bento XVI afirmou hoje, na tradicional mensagem de Páscoa urbi et orbi, que a "diplomacia e o diálogo devem tomar o lugar das armas" na Líbia. "Que na Líbia a diplomacia e o diálogo tomem o lugar das armas e que seja facilitado, na atual situação de conflito, o acesso à ajuda humanitária a todos os que sofrem as consequências dos confrontos", afirmou o pontífice.

O papa abordou também a situação no Oriente Médio, apelando para que a "luz da paz e da dignidade humana supere as trevas da divisão, do ódio e da violência".

Bento XVI sublinhou o papel da juventude na construção de uma democracia tolerante, exortando os jovens dos países do Norte da África e do Oriente Médio a trabalhar para a promoção do bem comum e de sociedades onde "a pobreza seja vencida e onde as escolhas políticas sejam inspiradas no respeito pela pessoa humana".

Na mensagem, perante milhares de fiéis que foram à Praça de São Pedro, no centro do Vaticano, Bento XVI apelou também a todos os países para que manifestem solidariedade e "abram o coração ao acolhimento" dos "numerosos exilados e refugiados provenientes da África".

"Que se manifeste aos numerosos exilados e refugiados provenientes de diferentes países africanos a solidariedade de todos", disse Bento XVI, que pronunciou a benção urbi et orbi em 65 línguas.

As revoluções na Tunísia e no Egito e a guerra na Líbia estão levando milhares de pessoas a atravessar o Mar Mediterrâneo em direção à Europa, na maioria das vezes, arriscando a vida a bordo de balsas frágeis.

Na Europa, a chegada dos refugiados está suscitando um forte debate em países como a França sobre os acordos de livre circulação nos países da União Europeia.

O conflito na Líbia provocou a fuga de 550 mil pessoas para países vizinho como Tunísia, Egito e Niger, segundo estimativas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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