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Pantanal produz carne sem impactos ao meio ambiente

26 JUL 10 - 08h:08
Elton Gabriel e Maurem Fronza*

Com um rebanho bovino em torno de seis milhões de cabeças, a partir da década de 1970, o Pantanal tornou-se importante produtor de carne para exportação. Nos últimos anos, a região perdeu peso econômico devido ao avanço da pecuária intensiva em outros locais. Hoje, a maior planície inundável do planeta retoma seu papel de destaque no cenário nacional por desenvolver uma criação de gado de baixo impacto.
A imprevisibilidade das cheias no Pantanal limita a quantidade de gado e o mantém dentro dos limites de uma economia ecologicamente sustentável. A pecuária tradicional pantaneira, praticada de forma extensiva, com o gado solto pelos pastos, não é considerada prejudicial ao meio ambiente. A baixa densidade de bovinos nas pastagens nativas, convivendo perfeitamente com a vegetação natural, provoca menor compactação do solo. Na ausência de outros mamíferos pastadores, exceto alguns cervídeos, o bovino não compete com a fauna original. Aliás, o gado já é parte integrante deste patrimônio natural da humanidade tombado pela Unesco em 2000.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) define sustentabilidade como “a conservação de recursos naturais e a transferência de tecnologias, de modo a garantir o alcance e a satisfação contínua das necessidades humanas para as gerações presente e futura”. Desta forma, desenvolvimento sustentável é o que degrada ao mínimo o meio ambiente, sendo tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente aceitável.
O gado bovino criado de forma extensiva em grandes propriedades rurais, representa a mais expressiva atividade econômica do Pantanal. Há mais de 200 anos, desde a chegada dos primeiros exemplares à região, este sistema de produção tem se mostrado compatível com a conservação do Pantanal e de baixo custo, já que boa parte da alimentação do rebanho é feita por pastagens naturais e pela água das salinas (lagos de água salgada em pleno continente, sendo o sal fundamental na alimentação bovina). Porém, a comercialização do gado é apontada como um dos maiores problemas enfrentados pelos pecuaristas locais. “Apesar do baixo custo de implantação e manutenção, a pecuária extensiva ainda não agrega valor, o que leva a uma menor lucratividade do produtor que adota o sistema tradicional de criação de bovinos no Pantanal”, afirma Walfrido Moraes Tomás, pesquisador da Embrapa Pantanal.
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