Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

Educação

Palestra para educadores alerta para tratar bullying com parcimônia e cuidado

19 MAI 2011Por Laís Camargo17h:07

Plenário cheio, educadores de várias áreas do ensino atentos e preocupados com uma questão que sempre existiu. O bullying. “Não é que ele esteja evidente ou tenha aumentado, mas estamos tomando consciência”, afirma o psicólogo José Augusto Pedra, fundador do Centro Multidisciplinar de Estudo do Bullying Escolar. Para ele, a divulgação é pouca e o assunto vem sendo banalizado.

Agressão, discriminação, humilhação, provocações e até apelidos são atitudes características de pessoas que praticam a “valentia ou perturbação” (tradução do termo em inglês). Mas um simples apelido brincalhão para um colega pode comprometer tanto assim? Segundo José Augusto, é preciso parcimônia e menos exagero.

A partir de hoje, todas as escolas municipais tem obrigatoriedade por lei de inserir medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying no projeto pedagógico. Mais de 20 mil cartilhas de combate ao bullying foram impressas e, pequena parte delas foi entregue a professores de escolas públicas e particulares presentes na reunião que aconteceu hoje à tarde. O projeto de autoria dos vereadores Paulo Siufi e Prof.ª Rose.

Consequências

No centro de estudos, o psicólogo identificou algumas consequências sérias da prática do bullying, como déficits de aprendizagem e sociabilização, além de casos mais graves em que jovens planejam tirar a vida. “A vítima precisa de cuidados e o agressor também precisa. O agressor leva esse tipo de comportamento para o resto da vida, ele vai manifestar isso no ambiente de trabalho, na futura constituição familiar e reproduz na criação dos filhos”, alerta.

Nas cartilhas distribuídas existe certa generalização para comportamentos inerentes à personalidade, como a definição dos agressores: “indivíduos que gostam de se ver cercados, admirados e temidos por outros alunos”. Portanto, é preciso cuidado ao identificar o que é bullying e o que é apenas uma leve rebeldia da idade ou necessidade de atenção – que não é dada no lar. “É a família que forma os protagonistas do mundo”, conclui José Augusto.

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