Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

economia

País vai atuar forte para frear especulações e proteger real

2 NOV 2010Por Agência Brasil03h:50

Em seu primeiro pronunciamento como presidente eleita, Dilma Rousseff disse que o Brasil atuará de maneira forte nas instâncias internacionais para frear especulações financeiras e proteger a moeda brasileira. "É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas".

Dilma disse que não será uma tarefa fácil fazer com que o País continue crescendo a altas taxas e reconheceu a necessidade de "qualificar" o desenvolvimento econômico do Brasil. "Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada".

A presidente eleita deu sinais de que vai conduzir a economia do país voltada para o mercado interno. Ela avaliou que as condições externas ainda são adversas e que, no curto prazo, não poderá contar com "pujança" das economias dos países desenvolvidos.

"No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas", disse a petista ao defender o que ela própria chamou de "nova era de prosperidade".

A petista, no entanto, fez questão de rechaçar a ideia de que fará um governo fechado para as grandes economias mundiais. "Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações".

"Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento", disse a presidente eleita.

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