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ARGENTINA

País adota nova regra para conter saída de dólares do país

10 MAR 14 - 21h:00FOLHAPRESS

A Argentina conseguiu conter a sangria em suas reservas internacionais em fevereiro, mas o saldo atual de US$ 27,6 bilhões ainda preocupa o governo.

Para tentar conseguir elevar as reservas a US$ 30 bilhões, o Banco Central argentino colocou em prática uma nova medida que obriga os bancos a aumentarem a quantidade de dólares depositados na instituição. Segundo a normativa, as quantias passarão de 20% para 40% em março. Em abril, a quantia será de 50%.

Hoje, esses depósitos compulsórios em dólares das instituições financeiras no BC argentino somam US$ 8,7 bilhões. Com a nova regra, a expectativa é que aumentem em US$ 2,6 bilhões.

Essa nova medida terá como consequência o aumento do custo para os exportadores se financiarem no país, o que os obrigará a fazer empréstimos no exterior.

A equipe econômica do governo de Cristina Kirchner já havia pedido para que os exportadores buscassem crédito fora, porque dessa maneira evitaria a fuga de divisas do país.

No mês passado, conforme mostrou reportagem da Folha de S.Paulo, o BC argentino começou a segurar dólares para importações e pediu para as empresas atrasarem os pagamentos aos fornecedores para depois de abril, quando a entidade espera receber uma grande quantidade de dólares proveniente da exportação de soja.

Essa restrição afeta diretamente o Brasil. Em 2013, o país exportou US$ 19 bilhões para a Argentina.

Outras Medidas

Desde que o peso teve sua maior desvalorização frente ao dólar em 12 anos, no fim de janeiro, o governo argentino vem tomando algumas medidas para tentar conter a queda das reservas e diminuir a pressão sobre a moeda americana.

No início de fevereiro, a volta de uma normativa de 2003 do Banco Central local fez com que a alta do dólar fosse contida. A restrição limita os ativos em moeda estrangeira que os bancos podem ter em 30% de seus patrimônios.

Dias antes, o governo também liberou a compra de dólares como investimento, o que estava proibido havia dois anos.

Desde então, os contribuintes podem gastar até 20% de sua renda mensal para a aquisição de dólares -o limite é de US$ 2.000.
 

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