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Painel do homem pantaneiro é restaurado

23 FEV 10 - 04h:13
“No Pantanal, passa boi, passa boiada, a natureza fica”. De autoria do historiador corumbaense Augusto César Proença, a frase define, com absoluta fidelidade, a convivência do pantaneiro com o meio ambiente por mais de 250 anos. Ela se perpetua no painel “O homem pantaneiro”, obra do artista plástico Cleir Ávila Ferreira Júnior, o Cleir, 46, que está sendo revitalizada na sede do Sindicato Rural de Corumbá. Cleir criou o painel em 2003, pintado em esmalte acrílico num paredão de 25 metros por cinco de largura, na sede da entidade ruralista, centro da cidade. Nele, o artista plástico procurou mostrar, motivado pelos dizeres do escritor, a harmonia do pantaneiro e do boi com o Pantanal. Peões com sua indumentária conduzem uma comitiva por alagados e campos, com reações de Cleir às interferências ambientais por meio de grafismos. Contratado pelo sindicato, o artista plástico criou o painel em dois meses e agora, passados seis anos, o restaura procurando manter sua originalidade, cujo trabalho exige mais de sua criatividade. “Encontrei a parede em péssimas condições, em decorrência das infiltrações, e está sendo mais difícil o restauro”, diz Cleir. “Procurei preservar o painel, mas detalhei a profundidade (campos e vegetação) com mais verde.” Apelo cultural O painel é mais do que uma atração turística e um monumento à tradição pantaneira; simboliza a relação secular do homem com a vida selvagem, comprovada em estudos que indicam o Pantanal como um dos biomas mais preservados do planeta. Cleir conclui o trabalho de restauração nesta semana. O Sindicato Rural fará uma solenidade para reinaugurá- lo, reverenciando sua importância à cultura. Cleir tem outras obras em Corumbá: o painel do dourado e da arara, em um dos prédios da cidade, e também o Monumento das Araras, no aeroporto internacional. Em Ladário, esculpiu o dourado, na Avenida 31 de Março. Em Campo Grande são cinco painéis e os monumentos das araras, dos tuiuiús (Aeroporto) e do sobá (na Feira Central). Há trabalhos ainda em Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Aquidauana, Bonito e Bataguassu.
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