domingo, 15 de julho de 2018

prova

Pai de vítima insiste em ligação com prefeito

14 DEZ 2010Por Vânya Santos04h:30

"A requisição é uma prova de que o assassino do meu filho era entrosado com o prefeito de Alcinópolis", garantiu o pai da vítima e vice-prefeito Alcino Fernandes Carneiro (PDT). Segundo ele, o ônibus da Viação Água Branca, que levaria o pistoleiro Irineu Maciel de Alcinópolis até Coxim, sairia na manhã de 2 de outubro – um sábado. Ao perceber que no início da tarde do dia 1º estava prevista a saída de um ônibus da Viação São Luiz, com o mesmo itinerário, Irineu tentou trocar a requisição no balcão da segunda empresa, mas não conseguiu. O acusado então foi até um escritório de compra e venda de gado, falou com o proprietário do local, trocou o documento pelo valor da passagem e viajou no mesmo dia.

Após a morte do vereador Carlos Antônio Costa Carneiro (PDT), em 26 de outubro, e da divulgação dos nomes dos acusados, a pessoa que trocou a requisição procurou o irmão da vítima, Helder Costa Carneiro, para entregar o documento e contar o episódio. "Esse documento é dado para a pessoa com autorização do prefeito ou secretário de finanças", afirmou Alcino, revelando ter a esperança de que os acusados revelem o nome de quem mandou matar seu filho.

Manifestação
Amigos e parentes do vereador assassinado devem promover uma manifestação pacífica hoje à tarde, em frente ao Fórum da Capital e pedir Justiça para o caso. O vice-prefeito contou que os manifestantes usarão camisetas e levarão faixas. Há alguns dias, a família da vítima distribui adesivos e contratou publicação de outdoors pelas principais ruas de Campo Grande com a seguinte mensagem: "Alcinópolis pede Justiça. O maior estímulo para cometer faltas é a esperança da impunidade. Acreditamos na Justiça na certeza de que essa dor é compartilhada por todos que militam na luta por direito a Justiça".

Segundo Alcino Carneiro, o prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), teria reduzido o salário de funcionários que prestaram depoimento em favor da família do vereador ou que tiveram parentes arrolados como testemunha de acusação no caso que investiga a morte de Carlos Carneiro. O administrador municipal foi procurado para falar sobre a requisição e ficou de se justificar por meio de uma nota a imprensa, mas a explicação não foi enviada até o fechamento da edição. (VS)

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