Campo Grande - MS, quarta, 22 de agosto de 2018

revolta

Pai de segurança não acredita em condenação

3 MAI 2011Por EVELIN ARAUJO08h:27

João Márcio, pai de Jefferson Bruno Escobar, o "Brunão", segurança agredido e morto no dia 19 de março por Christiano Luna de Almeida, disse que a família se reunirá para decidir sobre a manifestação que farão na quinta-feira, antes da audiência do acusado. Colocado em liberdade ontem por um habeas corpus, Christiano, que foi preso por homicídio doloso, não poderá frequentar bares, chegar em casa após às 22h ou ingerir bebida alcoólica.

O pai de Brunão alega não acreditar mais na condenação de Christiano. "O advogado de defesa dele, Ricardo Trad, tem anos de experiência em tirar bandido da cadeia, é o trabalho dele", alega. "Isso deixa a gente bastante preocupado, infelizmente ontem foi um golpe muito grande para todos nós. Estou desacreditado no Código Penal, que é muito velho. O advogado do Christiano está somente fazendo o trabalho dele, assim como o Ministério Público e a delegada responsável pela investigação, Daniela Cades, que fizeram um trabalho muito bom", explica. 

João Márcio diz que soube da soltura de Christiano ontem, pelo seu irmão. "Eu olho o portal da Justiça todos os dias para acompanhar o processo, ontem olhei às 9h e não tinha nada. Eles foram colocar que seria julgado às 14h o habeas corpus por volta das 13h", diz o pai, acreditando em uma 'manobra'. "Eles se macomunaram para não dar tempo de nós protestarmos", desabafou. 

Silenciosos

"A minha luta é contra a impunidade"

A manifestação pensada para a quinta-feira é silenciosa, como diz João Márcio. "Pretendemos protestar com camisetas, bandeiras e paz", diz o pai de Brunão. "Vamos entrar em contato também com as famílias do Paulinho, Rogerinho e do caso da Rayssa Favaro para nos ajudar. A minha luta é contra a impunidade", diz.

Ao comentar sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em determinar regras a serem cumpridas por Christiano, João Márcio diz que "segundo informações das pessoas que estavam na boate, ele bebeu um litro de vodca aquele dia e, diante do histórico dele, não poderia estar solto. Ele vai aprontar outra", conclui.

 "Eu preciso evitar contato com ele [Christiano], eu não respondo por mim se entrar em contato com esse rapaz", finaliza o pai, revoltado.

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