domingo, 22 de julho de 2018

FIM DE ANO

Pagamento do 13º vai injetar R$ 800 milhões na economia

18 NOV 2010Por ADRIANA MOLINA05h:02

Até dezembro, cerca de R$ 800 milhões serão injetados na economia de Mato Grosso do Sul e, desse montante, R$ 65 milhões somente em Campo Grande, por conta do pagamento do 13º salário, segundo estimativa divulgada ontem, pela pesquisa sazonal de intenção de compras da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), Fundação Manoel de Barros e Uniderp-Anhanguera.

Com o pagamento do décimo terceiro salário, cuja primeira parcela acontece até o próximo dia 30,  a economia do Estado deverá receber incremento expressivo, mas não apenas com a compra de presentes. Segundo o estudo, grande parte dos trabalhadores deverá trazer uma satisfação ainda maior aos comerciantes: a quitação de débitos pendentes.

Cerca de 21,3% afirmaram que a prioridade é pagar as contas em atraso. Dos 828 entrevistados 64,4% deverão fazer compras neste Natal, dos quais 24,6% disseram optar por roupas, outros 23,8% brinquedos, 11,6% perfumaria e, 9,9% calçados. Mães e filhos deverão ser os mais presenteados, com 17,7% e 18,9% das intenções, respectivamente.

As lojas do centro da cidade serão as mais procuradas, com 39,9% das respostas dos consumidores. Em seguida aparece o Shopping Campo Grande, com 33,1% dos votos; Shopping Pátio Central, com 9%, e o Camelódromo, com 4,8%.

Preços
Quanto ao valor dos presentes, a média esperada é de R$ 89 – quase metade dos R$ 175 de 2008, em época de crise financeira mundial. Em 2009, a média era de R$ 115. Outros 55,4% dos entrevistados pretendem gastar ainda menos que a média, até R$ 50.

O assessor econômico da Fecomércio, Thales de Souza Campos, afirma que embora pareça contraditório, a redução no valor do presente representa um cenário animador. Segundo ele, isso mostra um ajustamento da economia após a crise de 2008.

“Os três grandes envolvidos: governo, empresários e consumidores estão se organizando e superando os reflexos da crise. O governo com a política econômica e a normatização das relações entre empresas e consumidor; as empresas reduzindo a margem de lucro e aumentando a escala de produção – apostando na competitividade com preços menores; e, o consumidor, buscando economizar, pagar as contas e comprar com mais ponderação”, explica.

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