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sexta, 15 de fevereiro de 2019 - 17h09min

Pacificação do PMDB e do PT em MS não é meta de Dilma

6 ABR 10 - 21h:32

adilson trindade

 

Mato Grosso do Sul não faz parte da prioridade da ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff para pacificação do PT e do PMDB. Nem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não tem interesse em convencer o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) a retirar-se da disputa eleitoral para agregar, no Estado, o PMDB e o governador André Puccinelli no palanque de Dilma.

A pré-candidata a presidente da República está hoje mais preocupada com os conflitos dos aliados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão. Juntos, esses cinco Estados representam cerca de 35,3% do eleitorado nacional, ou um contingente de 46,8 milhões de votos.

Portanto, são votos decisivos na eleição do futuro presidente da República. Já Mato Grosso do Sul representa menos de 1% do eleitorado nacional.

Por esta razão, o confronto do PT com o PMDB em Mato Grosso do Sul não deverá provocar qualquer efeito devastador na composição nacional dos dois partidos. Com este cenário, o governador André Puccinelli (PMDB) não ficará livre do petista José Orcírio dos Santos na disputa eleitoral.

A esperança de André é receber a garantia, até o próximo dia 15, de não ter José Orcírio na disputa eleitoral. Isto, provavelmente, não deve ocorrer, porque todos os esforços de Dilma com a direção nacional do PT e do PMDB são para buscar o entendimento nos grandes estados.

O próprio André deu sinais, na reunião com a cúpula do PTB na terça-feira (30) passada, da sua tendência de apoiar a candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência da República, porque não vê sentido em pedir votos para Dilma com José Orcírio na disputa pelo Governo do Estado. A sua declaração deixa claro a dificuldade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cúpula nacional do PT e do PMDB de afastar a candidatura do seu maior rival político em Mato Grosso do Sul.

O deputado federal Vander Loubet (PT), sobrinho e braço direito de José Orcírio, assegurou a impossibilidade de o PT ficar de fora da disputa eleitoral no Estado. Este confronto com o PMDB, na sua avaliação, não vai prejudicar a campanha eleitoral de Dilma Rousseff no Estado. "Temos discurso. O André, não", provocou. Segundo ele, todas as obras executadas durante o governo de André foram investimentos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O André não tem o que mostrar e nós temos", comentou.

O governador vai procurar desmontar o discurso dos petistas dizendo ter herdado um "Estado quebrado". Não pretende, no entanto, atacar diretamente o presidente Lula, que vem sendo o seu grande parceiro no Estado.

Mesmo do outro lado da trincheira na campanha eleitoral, José Orcírio defende o apoio de André à candidatura de Dilma Rousseff. Ele considera "ingratidão" do governador combatê-la na sucessão presidencial, depois de todo o apoio financeiro recebido do Planalto para grandes investimentos em Mato Grosso do Sul.

 

Ameaças

Esta "ingratidão" pode custar caro para o governador André Puccinelli. É o que alerta o deputado federal Vander Loubet ao lembrar o recado do presidente Lula para André, enviado, por intermédio do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), de que virá a Mato Grosso do Sul fazer campanha de José Orcírio, se ele aderir à candidatura de José Serra. Preocupado, o governador encomendou pesquisa para saber qual será o tamanho do seu prejuízo eleitoral se Lula pedir votos para o candidato petista.

Pelas informações coletadas, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), a participação de Lula na campanha de José Orcírio não provocaria grandes estragos na candidatura de André.

Mas o governador não pretende correr sérios riscos. Ele acionou o presidente nacional do PMDB e virtual vice de Dilma, deputado federal Michel Temer (SP), para pressionar o Planalto a retirar a candidatura de José Orcírio. Assim, teria condições de aderir à candidatura da ex-ministra-chefe da Casa Civil à Presidência da República. Do contrário, a alternativa será montar palanque para José Serra no Estado, reeditando velha aliança política com o PSDB, DEM e PPS.

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