quinta, 19 de julho de 2018

RODOVIA

Paciente a caminho da Capital cai de ambulância e morre

29 OUT 2010Por Vânya Santos03h:05

Ramão Gertrudi Rodrigues, de 27 anos, que sofria de esquizofrenia, morreu por volta das 9h de ontem, depois de cair do compartimento traseiro de uma ambulância registrada em nome da Prefeitura de Caracol, que trafegava no km 622 da rodovia MS-060, no município de Jardim. A polícia não descarta a possibilidade de o homem ter se jogado do veículo Fiorino.

A irmã da vítima, Assunção Rodrigues, de 32 anos, acompanhava Ramão que seguia de Caracol para Campo Grande, onde ficaria internado para tratamento médico. A mulher estava junto com o irmão, mas durante o trajeto teve que deixá-lo sozinho no compartimento traseiro da ambulância e sentar-se ao lado do motorista do veículo porque Ramão apresentou surtos de violência.

"Ele começou a me beliscar, apertar meu braço e queria apertar meu pescoço. Eu tenho trauma porque ele já agrediu minha mãe e minha irmã. Fiquei com medo e pedi para o motorista para ir na frente", relatou Assunção, contando que abriu uma janela que dava acesso a Ramão e passou a monitorá-lo por meio da abertura.

Durante a viagem o motorista parou duas vezes para consertar o ventilador da ambulância e, cerca de 20 minutos depois da última parada, o condutor e a irmã de Ramão ouviram um barulho. Ao olhar pelo retrovisor avistaram o corpo da vítima na pista. O homem morreu no local. A ocorrência foi atendida pela equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Jardim e o caso registrado como homicídio culposo – quando não há intenção de matar – na direção de veículo automotor.

Negligência
Assunção afirmou que antes de viajar com o irmão solicitou ao Hospital Beneficente Rita Antônia Maciel Godoy, que disponibilizasse um enfermeiro ou sedasse Ramão para que ele tivesse condições de seguir até Campo Grande. "Ele não tinha condições de viajar porque estava em crise. Deram uma injeção, mas como ele já estava acostumado não fez efeito’, garantiu a irmã.

Ela contou ainda que o irmão tomava remédios controlados para evitar as crises, no entanto, o homem morava sozinho e, às vezes, parava de tomar os medicamentos por conta própria.

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