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Oscilação do dólar favorece exportador de soja de MS

12 MAI 10 - 00h:12
Carlos Henrique Braga

Solavancos na economia europeia favorecem exportadores de soja em Mato Grosso do Sul. O preço do grão, formado a partir do dólar, foi beneficiado pela valorização da moeda norte-americana dos últimos dias. Agora, enquanto o mundo digere o pacote de 750 bilhões de euros (cerca de US$ 1 trilhão) da União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) em socorro ao euro, analistas não arriscam prever se o câmbio vai continuar fazendo a alegria dos sojicultores sul-mato-grossenses.

No último dia 6, quando as bolsas em todo o mundo desvalorizaram-se, provocando pânico no mercado, investidores correram para vender dólares ou frear investimentos no Brasil, ainda visto como País de risco.
Com alta superior a 4%, o dólar bateu em R$ 1,89, elevando o valor médio da saca de 60 quilos de soja no Estado de R$ 31 para R$ 32.  Produtores aproveitaram a maré de azar do mercado financeiro para lucrar. Nos dias seguintes, a cotação recuou. Ontem, o grão foi negociado a R$ 31, em Campo Grande e Maracaju, e a R$ 31,50, em Dourados. O dólar, em queda, fechou o dia em R$ 1,78.
“Há um ano, a soja estava em R$ 43”, lembra João Pedro Cuthi Dias, da Sophus Consultoria, para quem o excesso de oferta do grão no mundo derrubou preços.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de São Paulo, mediu alta de 3,7% na cotação da soja em cinco regiões do Paraná. Na semana de nervosimo acentuado nas bolsas, a saca da oleaginosa chegou a R$ 36,08. No porto de Paranaguá, o valor cresceu 3,47% em uma semana, aproximando-se dos R$ 39.

Até o momento, de acordo com a Granos Consultoria, de Campo Grande, 65% da safra de soja 2009/10, de 5,1 milhões de toneladas, está comprometida para venda. A comercialização avança e abre espaço nos armazéns para o milho safrinha, que começará a ser colhido em junho.  
“A preocupação quanto ao espaço para o safrinha será amenizada”, tranquiliza Carlos Davalos, da Granos. Na semana passada, o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sérgio Rios, não descartou problemas de espaço em algumas cidades, como Sidrolândia.
Milho safrinha

Enquanto a soja segue aos trancos, na cola do sobe e desce do dólar, o milho pode trazer alívio.“O que pressinto é que o produtor terá mais uma opção de venda com a colheita do milho safrinha”, diz o analista da Granos Consultoria.
Segundo ele, agricultores apostam nos programas de apoio do governo federal, que estão a caminho, para leiloar o milho safrinha. Nesses leilões, o preço pago pela União  ameniza a desvalorização provocada pelo movimento do mercado.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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