domingo, 22 de julho de 2018

LOUIS VUITTON

Orientalismo, luxo e exagero no verão 2011

7 OUT 2010Por Terra Moda15h:41

Numa passarela decorada com cortinas suntuosas e figuras de animais, a marca francesa Louis Vuitton apresentou sua coleção verão 2011 no último dia da temporada de desfiles em Paris cheia de excessos e bem colorida. Os looks carregados, over, alguns até meio bregas não são por acaso. A principal referência para Marc Jacobs, foi o conceito de camp, da escritora norte-americana Susan Sontag. Resumidamente, ela afirma que camp é o ser kitsch de maneira proposital, o que o estilista sabe fazer como ninguém.

O que foi mostrado traz referências também a um dos estilistas mais expressivos do século 20: Paul Poiret. Sua importância é comparada a de Picasso para a pintura, pois foi o responsável por introduzir na moda elementos que depois seriam usados nas criações de estilistas como Chanel, Yves Saint Laurent, entre outros.

Por isso, luxo e orientalismo também marcam a coleção. O quimono dá origem a vestidos, conjuntos curtinhos, terninhos sem gola. Brilho e flores, típicos da vestimenta, ganham ares mais glam, com pé nos anos 1970, como Marc Jacobs, diretor da criação da Louis Vuitton, fez nas coleções de suas marcas próprias, desfiladas em Nova York.

Só para constar, Paul Poiret desenhou um casaco inspirado num quimono para uma princesa russa no começo do século 20 e criou sua marca sobre a controversa peça.

O orientalismo também aparece na coleção da Vuitton nas calças de odalisca, vestidos com a cintura baixa e nos modelitos que lembram as melindrosas. Muitas cores aparecem nos looks ao lado de estampas de animais, grandes e extravagantes, como dizendo, sim eu sou exagerada e o que você tem a ver com isso.

E as bolsas aparecem multicoloridas, acompanhando a coleção em tamanhos pequenos. E na boca, batom vinho lustre, que promete também virar hit junto com a coleção.


 

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