Terça, 16 de Janeiro de 2018

Orcírio considera maluquice o PT montar chapa pura

6 ABR 2010Por 21h:34

Maria Matheus

 

O PT afastou a possibilidade de lançar chapa pura de governador e vice na eleição deste ano. Para o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT), o partido cometeu um erro estratégico em 2002, quando ele concorreu à reeleição para o Governo do Estado, tendo Egon Krakhecke (PT) como candidato a vice e Delcídio do Amaral para o Senado. "Nós cometemos um ato maluco em 2002, quando definimos uma chapa pura. Isso está errado, não tem sentido, não tem nenhuma estratégia política que consiga entender isso", reconheceu.

Ontem, na inauguração do comitê político da pré-campanha do PT, Orcírio disse que "não tem sentido" compor a chapa com um nome do PT como candidato a vice-governador, quando jornalistas perguntaram da possibilidade de ter o ex-deputado federal João Grandão na chapa majoritária. "Se o PT já tem o pré-candidato a governador, tem um candidato a senador e a outra vaga ao Senado é do PDT, evidentemente que (a vice) tem que ser disponibilizada a outra força, para somar", avaliou. "Senão, vamos fazer igual o André Puccinelli, chapa pura. Se for assim, para que servem aliados?", questionou.

"Vamos conversar sobre isso até o final de junho. Evidentemente que se nós dissemos ao PTB que a vaga de vice pode ser deles, eles é que vão indicar", respondeu o governador, ao ser indagado se a vaga de vice poderia ser destinada a alguém que represente a região de Dourados.

 

Dissidentes

A expectativa do PT é de fechar aliança com cinco a dez partidos e garantir pelo menos sete minutos de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Mas, além das alianças oficiais, Orcírio aposta no apoio de dissidentes de partidos que fecharam aliança com o seu principal rival na disputa, o governador André Puccinelli (PMDB).

Ele citou que os atos políticos que realizou no interior do Estado contaram com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças de diversas siglas, como PR, DEM e até do PSDB. Segundo o petista, lideranças do interior estão insatisfeitas com o atual governo, principalmente porque não são recebidos nem pelo "secretário do secretário do secretário". Além disso, ele argumenta que os partidos que se aliaram ao governador André Puccinelli não têm espaço no Governo.

 

Propostas

Por isso, Orcírio pretende montar uma secretaria para "canalizar" as reivindicações das lideranças do interior. No programa de Governo, ele pretende incluir a criação da Secretaria de Cidades ou do Interior. Além disso, para atender ruralistas, em um eventual governo, Orcírio desmembraria a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção e Turismo em três: Secretaria de Agronegócios, Secretaria de Comércio e Indústria e Secretaria de Turismo.

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